Polícia negocia libertação de jornalistas seqüestrados no sul das Filipinas

Manila, 11 jun (EFE).- A Polícia das Filipinas negocia com o grupo radical islâmico Abu Sayyaf, considerado terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia, a libertação dos três jornalistas seqüestrados no domingo passado no sul das Filipinas, indicaram hoje fontes oficiais.

EFE |

O comandante regional de Polícia da Região Autônoma do Mindanao Muçulmano, Joel Goltiao, disse acreditar na possibilidade de que os reféns sejam libertados sãos e salvos.

"Há boas possibilidades de que sejam libertados, mas não posso falar de datas", disse Goltiao, acrescentando que "os jornalistas estão em boas condições e sendo bem tratados por seus seqüestradores".

Um grupo armado seqüestrou os jornalistas Ces Drilon, Jimmy Encarnacion e Angelo Valderrama, da rede de televisão "ABS-CBN", e o professor universitário Octavio Dinampo, embora este último tenha libertado posteriormente, próximo de Jolo, capital da província filipina de Sulu.

Segundo uma fonte policial, que falou sob a condição de anonimato, o grupo exige US$ 227 mil pelo resgate, apesar de outras fontes aumentarem este número para US$ 454 mil.

No domingo passado, os três jornalistas e o professor universitário Octavio Dinampo foram interceptados por um grupo armado na aldeia de Kulasi, próximo a Jolo.

Os três jornalistas viajaram ao sul das Filipinas convidados pelo professor Octavio Dinampo, da Universidade Estatal de Mindanao, para entrevistar membros do Abu Sayyaf.

No último domingo, Dinampo pegou os jornalistas em seu hotel e, quando conduziam por uma estrada próxima à aldeia de Kulasi, foram interceptados por um grupo de homens armados, membros do grupo radical islâmico.

Fundado em 1993, por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética, o Abu Sayyaf é acusado de cometer alguns dos ataques mais sangrentos do país nos últimos anos.

O grupo radical reivindica a formação de um Estado islâmico independente na Indonésia, Malásia e no sul das Filipinas e da Tailândia. EFE rp/gs

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