Um dos mais procurados chefes do tráfico de drogas do México foi morto na noite de quarta-feira em um tiroteio com forças de segurança do Estado. Arturo Beltrán Leyva e quatro suspeitos de pertencer ao seu cartel morreram durante uma operação realizada por soldados mexicanos em um condomínio de apartamentos de luxo em Cuernavaca, ao sul da Cidade do México.

De acordo com o correspondente da BBC Nicolas Rocha, soldados da Marinha e do Exército chegaram por terra e com um helicóptero no condomínio procurando por um suspeito de tráfico de drogas conhecido como "La Barbie", quando foram recebidos a tiros.

Os militares também começaram a atirar e chamaram reforços. Mais tarde, os militares descobriram que "La Barbie" não estava no local e que tinham matado Arturo Beltrán Leyva.

Segundo uma declaração divulgada pela Marinha mexicana, o tiroteio em que Leyva foi morto foi "intenso" e envolveu pelo menos 200 membros das Forças Armadas do país.

Três soldados ficaram feridos por fragmentos de granadas durante a operação, e testemunhas afirmaram ter ouvido pelo menos três explosões de granadas.

'Chefe dos chefes'

Arturo Beltrán Leyva, de 47 anos, era conhecido como o "chefe dos chefes" e também era chamado de "A Morte", "O Barba" ou "Botas Brancas". Ele estava na lista dos traficantes mais procurados do México.

Leyva era um dos quatro irmãos que se separaram do cartel de Sinaloa e se transformou em aliado do grupo conhecido como Los Zetas, um grupo de ex-soldados contratados como assassinos de aluguel pelo Cartel do Golfo.

A separação dos irmãos teria causado a maior parte dos assassinatos ligados ao tráfico de drogas no país. Mais de 15 mil pessoas já morreram devido à violência relacionada ao tráfico desde 2006.

O irmão de Leyva, Alfredo Beltrán Leyva, conhecido como "El Mochomo", era o único dos irmãos que tinha sido capturado em 2008, pelas forças especiais do Exército.

Recompensa

O Cartel do Golfo chefiado por Arturo Beltrán Leyva, baseado na costa oeste do México, é um dos mais poderosos e violentos do país.

O governo mexicano tinha colocado o nome de Leyva entre os 24 traficantes mais procurados do país e oferecido uma recompensa de US$ 2,3 milhões por sua captura.

Antes da operação em que Leyva foi morto, traficantes de drogas deixaram as cabeças de cinco policiais e de um fiscal na frente de uma igreja no Estado mexicano de Durango, no norte do país.

Os seis mortos tinham sido sequestrados na segunda-feira, e as cabeças decapitadas foram encontradas em sacos de lixo por lixeiros que trabalhavam no local.

A polícia local informou que os assassinatos e as decapitações podem ter sido uma vingança pela morte de dez integrantes do Cartel do Golfo na semana passada.

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