Polícia mata 4 e acaba com complô para matar premiê de Lesoto

Johanesburgo, 22 abr (EFE).- Um complô para assassinar o primeiro-ministro de Lesoto, Pakalitha Mosisili, foi desmantelado hoje quando a Polícia desse pequeno país africano matou quatro homens e deteve vários outros fortemente armados, que tinham aberto fogo contra a residência do chefe de Governo.

EFE |

Além do ataque contra a residência governamental, grupos armados atiraram contra uma base militar e a sede central da Polícia em Maseru, capital de Lesoto.

Segundo a "Agência Africana de Notícias" ("APA"), as forças de segurança fizeram batidas em várias áreas de Maseru e trocaram tiros com um dos grupos participantes do complô no bairro de Khubetsoana, na parte leste da cidade.

No tiroteio, morreram dois suspeitos, que vestiam uniformes militares, enquanto outro ficou ferido e foi detido pela Polícia.

Porta-vozes policiais disseram que um dos suspeitos mortos foi identificado como pertencente à força de Defesa de Lesoto, enquanto acredita-se que o outro é um sul-africano de etnia zulu.

O ferido é, aparentemente, um moçambicano, já que fala um dos idiomas nativos de Moçambique e não parece entender inglês ou sessoto, idiomas de Lesoto.

Em outro incidente, soldados do Exército mataram a tiros outro suspeito, que tinha sido encurralado em uma casa ao norte da capital, e que resistiu à detenção.

O quarto suspeito foi morto em uma operação conjunta com helicópteros da Polícia de Lesoto e da África do Sul perto do rio Caledon, fronteira natural entre os dois países, que, aparentemente, o homem tentava atravessar.

Após os tiroteios, o exercito de Lesoto apreendeu dois veículos, um deles blindado, no qual os homens se locomoviam, assim como também uma grande quantidade de armas.

Lesoto, de 30.355 quilômetros quadrados e com pouco mais de dois milhões de habitantes, é a única monarquia constitucional da África Subsaariana. Conseguiu sua independência do Reino Unido em 1966 e desde 1997 o rei Letsie III está na chefia de Estado.

O país, que é cercado completamente pelo território da África do Sul, da qual depende economicamente, se caracteriza por sua extrema pobreza, um alto número de desempregados e elevados níveis de contágio do vírus da aids, que afeta cerca de 30% da população. EFE jm/rr

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