Polícia malásia aconselha ONG a não interferir em costumes do Islã

Kuala Lumpur, 13 nov (EFE).- O diretor da Polícia da Malásia, Moussa Hassan, pediu hoje às ONGs que condenam a fatwa (decreto islâmico) contra as mulheres que se vestem e se comportam como homens que deixem em paz o Islã e que não aticem os sentimentos da população.

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"As ONGs devem respeitar a decisão do Conselho da Fatwa em assuntos islâmicos e não interferir. Suas ações e comentários podem gerar atritos que poderiam acabar em brigas", disse Moussa Hassan aos jornalistas.

"Não duvidarei em tomar ações contra estas ONGs se continuarem atiçando os ânimos", disse o policial.

O édito da máxima autoridade islâmica da Malásia foi adotado em 24 de outubro passado e desde então houve protestos contra ele, embora não em número muito grande.

O mufti do estado de Perak, Harussani bin Idris Zakaria, que presidiu a reunião do Conselho Nacional da Fatwa, explicou então que cada vez mais mulheres jovens na Malásia se vestem e agem como homens, e opinou que essa atitude pode levar ao homossexualismo.

"O que está mal, está mal. É um pecado. Este comportamento é proibido no Islã", disse Zakaria.

O diretor da Polícia lembrou hoje que a fatwa atinge apenas os muçulmanos, que na Malásia representam 60% da população de 27,17 milhões de habitantes. EFE snr/an

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