Polícia italiana prende supostos membros da família mafiosa Graziano

Roma, 5 mai (EFE).- A Polícia italiana prendeu hoje 22 supostos membros da família Graziano, uma das mais conhecidas da Camorra, a máfia napolitana, entre eles mulheres consideradas as novas chefes do clã.

EFE |

Todos os detidos são acusados de extorsão, porte de armas e de fraudar, em 2005, as eleições para a Prefeitura de Quindici, na província de Avellino (sul).

A operação, que contou com a participação de mais de 300 agentes, foi desenvolvida durante a madrugada entre Quindici e Vallo di Lauro, na região da Campânia (sul).

Os policiais também apreenderam bens imóveis estimados em 7 milhões de euros.

Várias mulheres estão entre os presos, algumas consideradas pelos investigadores as novas chefes da Camorra.

Entre as detidas estão Assunta Santaniello, 69 anos, e Anna Romano, 34 anos, respectivamente mãe e mulher de Felice Graziano, além de Gilda Rega, 57 anos, mulher de Arturo Graziano, outro dos máximos expoentes da família.

Segundo os investigadores, estas mulheres administravam o dinheiro ganho com as extorsões a empresários da região e o investiam em imóveis.

Há anos, o clã Graziano mantém uma guerra com a família Cava, uma das mais sangrentas no seio da Camorra, pelo controle das atividades ilegais na região.

Em maio de 2002, de acordo com os investigadores, a família Graziano armou uma emboscada contra as mulheres do clã Cava, assassinando a mãe e a cunhada do chefe, Biagio Cava, enquanto sua filha ficou paralizada após levar um tiro nas costas. EFE ccg/wr/fal

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