Polícia italiana prende 13 pessoas acusadas de corrupção

Roma, 17 dez (EFE).- A Polícia italiana prendeu hoje 13 pessoas, entre elas dois vereadores da Prefeitura de Nápoles (sul), sob a acusação de corrupção e de receber comissões para a concessão de contratos públicos.

EFE |

Além dos dois membros da junta governada pelo Partido Democrata (PD), entre os detidos estão um empresário e seus colaboradores, ex-vereadores desta Prefeitura e um coronel da Guarda de Finança (Polícia fiscal italiana).

Todos eles estão acusados de corrupção e abuso de poder na hora de tramitar os contratos municipais, entre eles os que eram concedidos a particulares para a manutenção das estradas e a administração de refeitórios escolares.

Os assessores detidos são Felice Laudadio e Ferdinando di Mezza, que se ocupavam de construção e Patrimônio respectivamente, enquanto o empresário é Alfredo Romeo, que foi o único conduzido à prisão, pois os outros detidos tiveram concedida prisão domiciliar.

Segundo a imprensa local, também estão sendo investigados neste caso dois parlamentares, Italo Bocchino, representante do partido governamental Povo da Liberdade (PDL) e Renzo Lusetti, deputado do opositor PD, embora esta informação não tenha sido confirmada ainda pelos investigadores.

Entre as ordens de detenção também estava a de Giorgio Nugnes, ex-vereador de Defesa Civil e Defesa do solo da Prefeitura de Nápoles, que se suicidou no dia 29 de novembro em sua casa após ser detido por seu envolvimento nos graves distúrbios que aconteceram durante uma manifestação contra um novo despejo na cidade sulina.

Esta operação significa um novo golpe para o progressista PD de Walter Veltroni, que nos últimos dias viu investigados ou acusados alguns de seus representantes nos Governo regionais ou municipais.

Vereadores da Junta de Florença estão sendo investigados pelas supostas irregularidades na concessão de terrenos para realizar um projeto urbanístico na periferia de Florença, que inclui a construção do novo estádio de futebol da Fiorentina.

Além disso, a promotoria de Potenza pediu ontem a Câmara dos Deputados que autorize a colocação sob prisão domiciliar do parlamentar do PD Salvatore Mangiotta, envolvido em um caso de comissões pagas pela empresa petrolífera francesa Total para a extração de petróleo na região de Basilicata (sul).

Também ontem foi detido o prefeito de Pescara (centro-leste) e secretário regional para a região dos Abruzos do PD, Luciano D'Alfonso, dentro de uma investigação relacionada a supostas comissões ilegais. EFE ccg/fal

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