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Polícia italiana critica criação de milícias para impedir estupros

Roma, 20 fev (EFE).- O Sindicato Autônomo da Polícia italiana (SAP) expressou hoje perplexidade pelo estabelecimento de rondas formadas por ex-agentes, em um decreto-lei aprovado hoje para conter uma onda de ataques sexuais, segundo a imprensa local.

EFE |

O secretário-geral do sindicato, Nicola Tanzi, disse "elogiou o decreto" para conter estupros, mas expressou a "perplexidade pelas rondas".

A principal medida do decreto-lei aprovado hoje pelo Conselho de Ministros é a criação de patrulhas cidadãs, com a participação de antigos agentes das Forças Armadas e da ordem, que não poderão estar armados.

A iniciativa de organizar estas rondas de cidadãos para patrulhar as ruas, que estarão coordenadas pelo delegado do Governo de cada cidade, já estava incluída em um projeto de lei debatido no Parlamento, mas o Executivo decidiu antecipar sua aprovação com o decreto.

"Cerca de 99% de nossos sindicalistas são policiais que estão na ativa, por isso que conhecemos muito bem sua sensibilidade e sua opinião, que é certamente contrária às rondas e ao uso de militares para as atividades urbanas", assegurou Tanzi.

O decreto prevê ainda que a detenção preventiva aconteça obrigatoriamente na prisão para evitar que os acusados de ataques sexuais possam se beneficiar da prisão domiciliar.

Além disso, o projeto contém a concessão de 100 milhões de euros para dar mais recursos às forças da ordem e prevê a contratação, até 31 de março, de 2.500 novos policiais. EFE fab/db

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