Polícia israelense retira 2 famílias palestinas em Jerusalém Oriental

Jerusalém, 2 ago (EFE).- A Polícia israelense retirou hoje duas famílias palestinas de suas casas em Jerusalém Oriental para que os imóveis sejam ocupados por israelenses, em cumprimento a uma ordem judicial que recebeu críticas da ONU e do Reino Unido.

EFE |

Os agentes derrubaram as portas de ambos os domicílios e retiraram os moradores, em cumprimento de uma resolução do Tribunal Supremo israelense, ditada na semana passada e que concede a famílias judaicas a propriedade das casas, situadas no bairro de Sheikh Jarrah.

Destruíram também uma tenda de campanha que havia instalada em solidariedade a ambas as famílias, mas a Polícia não confirmou esta informação.

O enviado especial das Nações Unidas para o Oriente Médio, Robert Serry, emitiu um duro comunicado no qual "condena" a "inaceitável" evacuação, destinada a "permitir que colonos tomem posse dessas propriedades".

"Estas ações vão contra as cláusulas das convenções de Genebra relativas aos territórios ocupados", "aumentam as tensões e prejudicam os esforços internacionais para criar as condições de negociações frutíferas que tragam a paz", acrescentou.

As Nações Unidas rejeita a argumentação israelense de que se trata de "um assunto de autoridades municipais e tribunais locais", afirma Serry, antes de pedir que se "detenha e dê marcha à ré nestas ações provocadoras e inaceitáveis em Jerusalém Oriental".

O Consulado do Reino Unido em Jerusalém se expressou na mesma linha, "atônito" por uma ação "incompatível com o desejo expressado por Israel de buscar a paz".

O chefe de negociação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, considerou a evacuação como uma nova mostra da "total falta de respeito" de Israel "ao direito internacional, ao Mapa do Caminho e aos princípios morais e humanitários mais básicos".

"Enquanto as autoridades israelenses prometeram à Administração americana o fim das demolições de lares, expulsões e outras provocações contra os palestinos de Jerusalém, o que vimos no terreno é completamente o contrário", acrescentou, em comunicado.

EFE ap/an

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