Polícia israelense não encontra colonos agressores de palestinos e fecha caso

Jerusalém, 21 ago (EFE).- A Polícia israelense encerrou as investigações sobre as agressões a pastores palestinos, aparentemente efetuadas por colonos judeus mascarados, por não encontrar os culpados, apesar do crime ter sido gravado em vídeo.

EFE |

É o que diz um dossiê policial que recebeu a ONG israelense B'Tselem, que cuida da defesa dos pastores agredidos e que tinha entregado uma câmera de vídeo à família em um programa para registrar as violações de direitos humanos contra palestinos.

B'Tselem pensa em apelar da decisão que considera "preocupante" porque o Estado de Israel "deveria ser extremamente vigilante" diante da estratégia de movimentos colonos judeus em descontar nos palestinos os desmantelamentos de assentamentos efetuados pelas forças de segurança israelenses, explicou seu porta-voz, Sarit Michaeli.

O crime aconteceu em junho de 2008, em um campo próximo do assentamento judaico de Susia, no sul da Cisjordânia.

Segundo se vê nas imagens de vídeo, quatro jovens mascarados, aparentemente moradores de Susia, se aproximam de um casal de agricultores idosos palestinos, agredindo-os a golpes de tacos de beisebol.

Na ocasião, as imagens foram mostradas pelas televisões locais e internacionais e geraram uma condenação quase unânime.

A Polícia, que tinha definido o incidente como grave, demorou nove dias para investigar uma fazenda próxima, onde realizou várias detenções, informa hoje o jornal "Ha'aretz".

Na ocasião foram encontradas camisetas similares às que os agressores usavam no vídeo, mas supostamente não foi possível recolher nelas amostras de DNA ou restos de sangue.

Um trator que aparece na sequência dos feitos também não foi encontrado.

Assim, em março, a Polícia teria decidido fechar o caso porque "todos os atacantes usavam máscaras e a obtenção de mais informações não iria a ajudar a resolver o caso".

Em declarações ao jornal, um dos agredidos, Amran Nawaya, manifesta sua surpresa pelo fechamento do caso.

"A dona da fazenda, Dalia Har Sinai, conhece os rapazes que me bateram, trabalham para ela. Há fotos, como não podem saber quem foi? Ainda sinto dores na cabeça pelos golpes. Não entendo como não pegaram aos rapazes que fizeram isto", lamenta. EFE ap/fk

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