Polícia israelense fecha centro de imprensa palestino para a visita do papa

Jerusalém, 11 mai (EFE).- A Polícia israelense fechou esta manhã o centro de imprensa instalado pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em Jerusalém Oriental por ocasião da visita do papa Bento XVI.

EFE |

"O centro de imprensa só conseguiu permanecer aberto um dia", disse à Agência Efe um porta-voz da OLP, que explicou que no começo da manhã "policiais armados entraram no Hotel Ambassador (no bairro de Sheikh Jarrah e onde se tinha instalado o escritório) levaram documentos e material, e ordenaram o seu fechamento".

O porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld, disse à Efe que as forças policiais "fecharam um centro de imprensa da Autoridade Palestina" no Ambassador e acrescentou que o Ministério de Segurança Interna de Israel "tem autoridade para encerrar qualquer evento" organizado pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Jerusalém.

Apesar da OLP assegurar que o escritório de imprensa tinha sido organizado por seu Comitê de Boas-vindas ao papa e que não pertence à ANP, Rosenfeld assegurou que os documentos e materiais encontrados demonstram uma conexão com a ANP e que, em qualquer caso, a Polícia tem direito de impedir qualquer evento palestino dentro de Jerusalém.

Segundo o Governo israelense, as operações de funcionários dependentes da ANP ou agentes de seus organismos de segurança em Jerusalém Oriental, de maioria árabe e que os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado, violam os Acordos de Paz de Oslo (1993) e os da Autonomia da Cisjordânia e de Gaza.

O porta-voz da OLP sugeriu que um dos motivos para o fechamento do centro dos jornalistas seria impedir a entrevista coletiva na qual iam participar o ex-patriarca latino, Michel Sabah, e o Grande Mufti de Jerusalém, Ikrama Sabri que estava prevista para hoje. EFE aca/ma

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