Polícia israelense dispersa protesto de judeus contra árabes em Akko

Jerusalém, 10 out (EFE) - A Polícia israelense dispersou hoje na cidade de Akko um protesto protagonizada por 200 jovens judeus em frente à casa de uma família árabe, informou a imprensa local.

EFE |

Em frente à casa estavam várias pessoas mascaradas, aparentemente árabes, que as forças da ordem separaram dos manifestantes.

Akko, no norte de Israel, foi palco, na quarta-feira à noite e na quinta-feira, de uma explosão de violência entre judeus e árabes, que deixou oito pessoas levemente feridas e dezenas de carros e comércios danificados.

Por isso, a Polícia desdobrou hoje na cidade cerca de 700 agentes, 500 a mais que o normal, para vigiar qualquer eventual piora nos distúrbios, explicou à Agência Efe o porta-voz policial, Micky Rosenfeld.

Dois terços dos moradores de Akko são judeus, enquanto o terço restante é árabe.

A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, encarregada de formar novo Governo no país, visitou hoje à tarde a localidade para conhecer a situação de primeira mão e se reunir com o prefeito, Shimon Lancry.

Livni advertiu de que não permitirá que ninguém "faça a lei pelas próprias mãos", mas ressaltou que "todos os cidadãos israelenses", sejam judeus, cristãos ou muçulmanos "devem respeitar o Yom Kippur" (Dia do Perdão), o feriado mais solene do calendário hebreu. EFE ap/db

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