Polícia israelense cria comando para desocupar assentamentos, diz jornal

Jerusalém, 22 jul (EFE).- A Polícia israelense estabeleceu um comando especial para preparar a desocupação forçada em um dia de vários miniassentamentos judaicos na Cisjordânia, informa hoje o jornal Haaretz.

EFE |

O diário, que ontem revelou a existência de um plano de evacuação nas Forças Armadas, afirma que o comando policial não existe nem funciona ainda de forma oficial, porque o Governo ainda não ordenou formalmente a preparação das evacuações.

O porta-voz da Polícia, Miki Rosenfeld, desmentiu a criação de um novo comando e remeteu a um "pelotão" que já existia e é "encarregado de controlar os distúrbios tanto nos seis distritos do país quanto em Judéia e Samaria", nomes oficiais e bíblicos para a Cisjordânia.

Em qualquer caso, os colonos já criaram seu próprio "contracomando" para resistir à eventual evacuação, que significaria o cumprimento parcial por Israel de uma de suas obrigações da primeira fase do Mapa do Caminho - plano de paz lançado em 2003 pelo Quarteto de Madri (EUA, União Europeia, ONU e Rússia).

A nova unidade estaria enquadrada na Polícia do distrito de Shai - responsável pelo território palestino ocupado da Cisjordânia - e liderada pelo chefe da Polícia de Fronteiras na zona, o brigadeiro-general Amitai Levy.

Há duas semanas, a Polícia de Fronteiras, a Polícia e o Exército realizaram um exercício conjunto de evacuação e gestão dos violentos protestos de colonos que a desocupação previsivelmente provocaria, segundo o jornal.

Esses corpos desmantelariam à força em um só dia 23 miniassentamentos estabelecidos por colonos judeus em território palestino após 2001, que são os que Israel reconhece como ilegais (para a comunidade internacional, todos são) e que absorvem uma mínima parte do total de colonos.

Os analistas interpretam a notícia como uma concessão de Israel à comunidade internacional - e, em particular, a seu principal aliado, os EUA - perante o recente aumento das críticas contra o Governo de Benjamin Netanyahu por sua recusa em frear a expansão de assentamentos. EFE ap/an

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