Polícia iraquiana prende 36 exilados do Irã

BAGDÁ (Reuters) - A polícia iraquiana deteve 36 iranianos acusados de distúrbios em um campo de refugiados, mas uma autoridade local disse que eles não devem ser repatriados para o Irã. Forças iraquianas assumiram na terça-feira o controle do Campo Ashraf, na fronteira com o Irã, onde há duas décadas vivem pessoas ligadas ao grupo dissidente Organização do Mujahideen Popular do Irã.

Reuters |

O fato desencadeou protestos entre policiais e moradores que temem serem expulsos. Pelo menos sete refugiados morreram, a maioria atirando-se sob veículos da polícia, segundo relato das autoridades. Moradores disseram que houve 13 mortos.

Abdul Nassir Al Mehdawi, governador da Província de Diyala, onde fica Ashraf, confirmou que 36 exilados foram presos no dia seguinte aos confrontos.

"Os casos deles estão sendo investigados agora. Eles estão sendo indiciados por incitarem distúrbios," disse Mehdawi. "Vamos lidar com eles conforme a lei iraquiana; não iremos devolvê-los ao Irã."

Embora Iraque, Irã e EUA qualifiquem o Mujahideen Popular como uma organização terrorista, o grupo tem amplo grau de proteção desde o início da ocupação militar norte-americana no Iraque, em 2003.

(Reportagem de Suadad al-Salhy e Tim Cocks)

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