Polícia iraniana reprime manifestação no Parlamento com violência

TEERÃ - A polícia iraniana reprimiu com violência uma manifestação em frente à sede do Parlamento do país, realizada nesta quarta-feira, disseram testemunhas à agência EFE.

Redação com agências internacionais |


AP

Forças iranianas sentam em local próximo ao Parlamento,
onde ocorreu novo protesto nesta quarta-feira

Tropas de choque e grupos de milicianos islâmicos Basij usaram gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar grupos de pessoas que levantavam os braços e clamavam "Alahu Akbar" ("Deus é grande"), segundo as fontes.

O Irã vem sendo palco de protestos e confrontos desde o último dia 13, quando foi anunciada a reeleição do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, em resultado considerado fraudulento pela oposição.

As manifestações têm sido reprimidas com dureza pela polícia e grupos de milicianos Basij. Pelo menos vinte pessoas já morreram durante os distúrbios, segundo números oficiais.

Nesta quarta-feira, o guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, declarou que as autoridades não cederão à onda de manifestações contrárias à reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"Nos recentes incidentes que envolvem a eleição, eu venho insistindo na aplicação da lei e continuarei. Nem o sistema, nem o povo vão ceder pela força", declarou.

Jornalistas presos

Nesta quarta-feira, polícia iraniana prendeu cerca de 20 pessoas na sede do jornal "Kalameh" , favorável ao candidato derrotado Mir Hossein Mousavi.

"No momento em que a polícia invadiu o jornal havia aproximadamente 20 pessoas. Cinco eram do setor administrativo e o restante jornalistas", afirmou uma fonte da agência EFE, que preferiu não se identificar.

Segundo a mesma fonte, a redação do jornal, localizada em um edifício no centro de Teerã, já não estava em funcionamento, mas ainda era utilizada como centro de reunião.

A polícia iraniana anunciou que tinha desmantelado o quartel-general dos "sabotadores", "utilizado como base de campanha por um dos candidatos presidenciais" derrotados no dia 12 de junho.

"Após revistar o edifício, que era utilizado pela campanha de um dos candidatos, foi descoberto que aconteciam reuniões ilegais que promoviam os distúrbios e trabalhavam contra a segurança do país", disse a polícia em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias Irna.

Conselho de Guardiães descarta nova eleição;
veja o vídeo (23/06):


Análises:

Leia também:

Leia mais sobre Irã

    Leia tudo sobre: iraira!irã

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG