Polícia iraniana detém 2 ativistas políticos e 2 jornalistas

Teerã, 6 jan (EFE).- Forças de segurança iranianas detiveram nos últimos dias outros dois ativistas da oposição e dois jornalistas, um deles responsável por duas importantes publicações culturais, informaram hoje vários sites.

EFE |

Segundo o site "Jaras", publicado por opositores, agentes de inteligência foram no domingo passado à residência de Amir Koshro Dalir, membro do opositor "movimento dos combatentes muçulmanos", e o levaram para a prisão de Evin.

A mesma fonte disse que o clérigo Ahmad Ahmadpur, membro do comitê de direção do grupo pró-reformista Frente de Participação, foi detido na cidade santa de Qom após ser chamado a depor no tribunal especial religioso.

Ahmadpur foi convocado pela corte por ter participado de uma reunião da Assembleia de Pesquisadores e Professores da escola teológica de Qom e é o 12º membro do grupo opositor a ser preso nos últimos meses.

O site opositor "Nasim Farda" informou que foi preso na terça-feira o editor-chefe das revistas "Farhang" e "Ahang", Behrang Tonekaboni.

Segundo a fonte, os agentes de segurança foram ao escritório de Tonekaboni, onde apreenderam arquivos e computadores, e em seguida se deslocaram à casa dele, para confiscar documentos e computadores.

Além disso, os policiais detiveram na sede da revista o conhecido crítico musical Keyvan Farzin.

O Irã passa por uma grave crise política e social desde junho do ano passado, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas do país para protestar contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta pela oposição.

Os protestos, que não pararam desde então, se intensificaram em 27 de dezembro, dia da Ashura, no qual oito pessoas morreram, segundo números oficiais, nos confrontos entre as forças de segurança e grupos de manifestantes.

Além disso, cerca de 500 pessoas foram detidas, das quais 300 ainda permanecem presas, entre elas mais de 20 partidários da oposição.

O site "Jaras" informou hoje também que a pressão e o conflito crescem nas universidades, e, em algumas delas, os estudantes entraram em greve.

"No total, foram cancelados pelo menos 40 provas nas faculdades", informou o "Jaras", que cita a publicação universitária "Amir Kabir". EFE msh/sa-an

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