Polícia investiga mais de cem fotos encontradas em armário de serial killer

A polícia e a promotoria de um condado americano na Califórnia divulgaram na quinta-feira mais de cem fotos de mulheres encontradas em um armário pertencente a um serial killer condenado, para tentar conseguir informações sobre possíveis novos crimes cometidos por ele.

BBC Brasil |

O fotógrafo amador Rodney James Alcala, de 66 anos, foi condenado no final de fevereiro pelos assassinatos e estupros de quatro mulheres e pelo sequestro e assassinato de uma menina de 12 anos, nos anos 1970.

Polícia de Huntingon Beach/AP
Fotos de supostas vítimas encontradas em armário de serial killer

Fotos de supostas vítimas encontradas em armário de serial killer

Alcala já havia sido preso e condenado à pena de morte em 1980 pelo assassinato da menina, mas durante o julgamento de um dos seus apelos à Justiça, em 2006, novas evidências foram apresentadas ligando-o aos demais crimes, pelos quais foi condenado neste ano.

A promotoria suspeita que ele pode ter cometido outros crimes e por isso divulgou as mais de cem fotos de mulheres encontradas em 1979 em um armário com cadeado no qual ele mantinha uma série de objetos pessoais.

'Candidato número 1'

Alcala tem sido chamado nos Estados Unidos de "candidato número 1", por ter sido preso após aparecer, no ano anterior, em um programa de namoro na TV.

Ele já havia sido preso em 1972 após ser condenado por sequestrar e molestar sexualmente uma criança em 1968, mas foi solto após cumprir 34 meses de prisão.

No julgamento em fevereiro, ele foi condenado por cinco crimes cometidos entre 1977 e 1979, mas as autoridades temem que essa lista possa aumentar.

Segundo a promotoria do condado de Orange County, a decisão de divulgar as fotos encontradas em 1979 foi tomada apesar dos questionamentos em relação à privacidade das mulheres retratadas.

"Nós consideramos as preocupações com a privacidade das pessoas retratadas na decisão de divulgar essas fotos", afirmou o promotor distrital Tony Rackauckas.

"Embora esperemos que as pessoas retratadas não sejam vítimas, acreditamos que a divulgação possa ajudar a resolver alguns casos antigos e trazer uma conclusão para famílias de vítimas", disse o promotor.

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