Polícia indonésia pede que hackers ajudem em investigação de atentados

Jacarta, 31 jul (EFE).- A Polícia da Indonésia pediu hoje ajuda aos hackers do país para identificar os supostos terroristas que reivindicaram na internet os atentados do último dia 17 em Jacarta, nos quais nove pessoas morreram e pelo menos 50 ficaram feridas.

EFE |

Uma equipe especial contra crimes eletrônicos já está rastreando a rede para achar os responsáveis, mas qualquer cidadão que se junte aos trabalhos será bem-vindo, explicou à imprensa o porta-voz do grupo, Nanan Soekarna.

"Há muitos bons hackers na Indonésia. Por favor, demonstrem que podem contribuir para defender nosso povo e nosso país, e nos ajudem a encontrar essa gente", acrescentou.

No domingo passado, um suposto grupo radical autoproclamado como o "braço da Al Qaeda na Indonésia" assumiu a autoria do duplo ataque a bomba em Jacarta numa mensagem publicada em um blog.

A Polícia ainda não confirmou a veracidade do comunicado, assinado em árabe e indonésio por "Abu Muawwidz Nour Din bin Muhammad Top", nome similar ao do malaio Noordin Mohammed Top, o terrorista mais procurado do Sudeste Asiático.

Na reivindicação, o suposto autor elogia os dois terroristas suicidas que agiram nos hotéis de luxo como "irmãos na guerra santa" e chama as vítimas de "seguidores da América e ladrões dos valores muçulmanos" na Indonésia.

Por enquanto, a principal linha de investigação dos atentados aponta para uma facção radical da organização extremista Jemaah Islamiya liderada por Top.

O malaio é acusado de ter organizado os ataques de Bali de 2002, nos quais 202 pessoas morreram, e outros massacres no país pelo braço regional da Al Qaeda.

Fundada em 1995, a Jemaah Islamiya pretende criar pela força um califado pan-islâmico em Indonésia, Malásia, Cingapura e no sul das Filipinas e da Tailândia. EFE ind/bba

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