Polícia indonésia mata chefe de movimento separatista

Jacarta, 16 dez (EFE).- A Polícia da Indonésia matou hoje Kelly Kwalik, histórico chefe do grupo separatista Movimento de Libertação de Papua (OPM, na sigla em indonésio) durante uma operação na região de Timika, no leste do país.

EFE |

Segundo a versão oficial, o líder levou um disparo durante a ação policial na localidade de Gorong-Gorong, e morreu em consequência do ferimento pouco após ser levado a um centro médico.

"Durante a operação, Kwalik tentou encarar a Polícia apontando uma pistola aos agentes. Um deles disparou na sua perna. O levamos ao hospital Kuala Kencana mas morreu pouco após chegar", declarou à televisão "MetroTV" o porta-voz da Polícia indonésia em Papua, Agus Riyanto.

Kwalik, de mais de 50 anos, foi seminarista e se transformou em guerrilheiro, e era o "grande comandante do OPM" há mais de uma década, aparecendo na lista de pessoas mais procuradas das forças de segurança indonésias desde 2004.

Riyanto explicou que outras seis pessoas, incluídas uma mulher e uma criança, foram detidas, embora ainda não tenha sido esclarecida suas relações com o líder guerrilheiro.

Kwalik se reuniu em várias ocasiões este ano com agentes da Polícia indonésia por causa de uma série de ataques armados contra Freeport, uma mina de ouro de capital americano em Papua, nos quais morreram quatro pessoas.

O líder independentista garantiu então que sua organização não tinha relação alguma com os incidentes e que o Exército e a Polícia estavam por trás das emboscadas, como parte de uma chantagem à companhia mineradora para obter mais dinheiro em troca de segurança.

Kwalik acusou, em várias ocasiões, às forças de segurança indonésias de "massacres", "abusos", "torturas", "sequestros" e "violações" em Papua, denúncias realizadas também pela Human Rights Watch (HRW) e outras ONGs comprometidas com a defesa dos direitos humanos.

A região de Papua, na ilha de Nova Guiné, é uma das zonas mais subdesenvolvidas da Indonésia, apesar ser rica em recursos naturais, e sofre um conflito separatista desde que passou a controle indonésio em 1962. Os veículos de comunicação estrangeiros não têm acesso ao local.

A OPM, uma das guerrilhas separatistas mais antigas da Ásia, é um grande conjunto de pequenos grupos, que atuam com pouca coordenação, alguns deles violentos, mas quase todos desarmados. EFE jpm/fm

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