Jacarta, 17 jul (EFE).- O porta-voz da Polícia Nacional da Indonésia, Nanan Soekarna, atribuiu hoje a uma falha mecânica a explosão que, pouco antes, outro comando policial tinha classificado como a detonação de um carro-bomba próximo a um centro comercial de Jacarta.

"A explosão foi produzida por uma avaria na bateria do veículo", disse o porta-voz à imprensa. O fato ocorreu horas depois das explosões em dois hotéis de Jacarta.

Os canais de televisão "TV One" e "Metro TV" chegaram a informar que a Polícia investigava a explosão de um carro-bomba que teria deixado pelo menos dois mortos no norte da capital da Indonésia.

No começo da manhã, explosões atingiram o porão do hotel Ritz Carlton e o terceiro andar da filial da rede Marriott em Jacarta, onde fica o restaurante do estabelecimento, em pleno horário do café da manhã.

O porta-voz da Polícia, Joko Sumento, afirmou à imprensa que o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, se dirigia aos dois hotéis para supervisionar os trabalhos dos agentes.

Segundo Sumento, as primeiras investigações apontam que as duas explosões foram causadas por um explosivo potente usado em pequena quantidade.

Horas depois da explosão no Marriott, os agentes retiraram partes de um cadáver e pelo menos cinco mortos.

Segundo fontes médicas, pelo menos nove pessoas morreram e 50 ficaram feridas nos atentados.

Os dois hotéis ficam bem próximos um do outro. Eles foram isolados e vários edifícios do entorno foram esvaziados pela Polícia, segundo testemunhas.

Helicópteros sobrevoam a região e dezenas de agentes da brigada antiterrorista inspecionam os estabelecimentos. O chefe da Polícia Nacional indonésia, Bambang Hendarso Danuri, está na área dos atentados.

Em 7 de agosto de 2003, 12 pessoas morreram num atentado perpetrado contra a filial do hotel Marriott de Jacarta. O ataque foi atribuído ao grupo Jemaah Islamiya, considerado o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático. EFE jp/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.