Polícia indiana realiza buscas dentro de hotel

Forças de segurança indianas realizam buscas no hotel Taj Mahal Palace, em Mumbai, horas após matar os últimos três atiradores que estavam no interior do prédio desde quarta-feira. Os ataques a hotéis, uma estação de trem, um centro judaico e um restaurante deixaram pelo menos 195 mortos.

BBC Brasil |

    AP
    Indianos cumprimentam militares

    A polícia indiana afirma ter detido um dos supostos atiradores. Relatos dão conta que apenas 10 militantes foram responsáveis pelos ataques coordenados.

    Após a Índia ter culpado "indivíduos baseados no Paquistão" pelos atentados, o país vizinho prometeu agir contra qualquer grupo que for identificado como tendo alguma ligação com os militantes.

    O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu apoio à Índia e disse que estava mantendo o presidente eleito, Barack Obama, informado sobre todos os desdobramentos.

    Ataque final
    A retomada do hotel Taj Mahal começou pouco depois das 7h30 da manhã (0h, no horário de Brasília) deste sábado.

    Foram ouvidas pesadas trocas de tiros quando soldados invadiram o lobby para retirar os últimos homens armados do local.

    "Havia três terroristas, nós os matamos", disse o chefe dos comandos de elite da guarda nacional indiana, JK Dutt.

    "Houve muitos tiros. Granadas foram lançadas e explosivos foram usados pelos terroristas."
    Ele disse que os atiradores incendiaram quartos do hotel quando seus homens se aproximaram deles.

    Bombeiros trabalharam para conter grandes chamas que saíam dos primeiros andares do hotel.

    A ocupação do local começou no final da quarta-feira, quando pequenos grupos de homens munidos de armas automáticas e granadas abriram fogo indiscriminadamente em vários locais de Mumbai.

    Getty Images
    Quarto totalmente destruído no hotel Taj Mahal
    Quarto totalmente destruído no hotel Taj Mahal

    Autoria dos ataques
    A maioria dos mortos e dos 295 feridos são cidadãos indianos, mas pelo menos 22 estrangeiros foram mortos, incluindo vítimas da Alemanha, Japão, Canadá, Austrália, Itália, Cingapura, Tailândia, França e Grã-Bretanha.

    Um grupo até então desconhecido, o Deccan Mujahedin, reivindicou a autoria dos ataques - os piores na capital comercial da Índia desde que 200 pessoas foram mortas em uma série de explosões em 2006.

    Porém, a maioria das autoridades de inteligência estão atentas para a possibilidade de outros responsáveis, já que existem várias informações contraditórias, segundo o especialista em segurança da BBC, Frank Gardner.

    Dos 10 atiradores que a polícia acredita terem realizado os ataques, nove foram mortos e um foi capturado, de acordo com o ministro do estado de Maharshta, Vilasrao Deshmukh.

    O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, realiza encontros de emergência com suas forças armadas e seus chefes de inteligência para discutir os ataques em Mumbai.

    Singh já disse que acredita que um grupo baseado fora da Índia estaria por trás dos ataques e políticos indianos dizem que o único atirador capturado com vida é paquistanês.

    O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, prometeu agir duramente se receber qualquer prova de envolvimento de grupos ou indivíduos paquistaneses nos atentados.

    O ministro do Exterior paquistanês, Shah Mahmood Qureshi classificou os ataques de "bárbaros".

    O Paquistão voltou atrás na decisão de enviar o chefe da inteligência do país à Índia para ajudar nas investigações após receber críticas dentro do país e vai enviar um representante de um posto mais baixo.

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