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Polícia indiana prende acusado por massacres de 91 intocáveis

Nova Délhi, 31 jan (EFE).- A Polícia indiana prenderam hoje um acusado de cometer dois massacres no norte da Índia, matando 91 intocáveis, a comunidade mais reprimida do país, segundo assegurou hoje a Polícia.

EFE |

Sushil Pandey, dirigente da milícia ilegal Ranvir Sena, foi detido ontem à noite em um povoado do distrito de Aurangabad, situado na província de Bihar, informou a agência indiana "Ians".

Pandey é apontado pelas investigações da Polícia como responsável pela morte, em 1997, de 58 "intocáveis" no povoado de Lakshmanpur Bathe e de outros 33 assassinatos de membros desta comunidade em 2000, na localidade de Mianpur.

Ranvir Sena é uma milícia privada de fazendeiros de castas altas em Bihar, e está liderada por Brahmeshwar Singh, atualmente preso, após ser detido em 2002.

Singh é acusado pela morte de 300 intocáveis desde a criação do grupo, em 1994.

Os intocáveis, que formam 16% da população indiana, são um heterogêneo grupo de comunidades que se encontram fora do sistema hindu de castas e sofreram bárbaras discriminações ao longo dos séculos.

Nas zonas rurais, os intocáveis (ou "dalits") ainda vivem em áreas afastadas, bebem de poços diferentes, têm entrada proibida nos templos e nem sua sombra pode tocar a dos membros de outras comunidades, nem suas mãos os alimentos dos demais. EFE daa/jp

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