Polícia hondurenha indica negociadores frente a simpatizantes de Zelaya

Tegucigalpa, 1 ago (EFE).- A Polícia de Honduras anunciou hoje a designação de duas equipes de negociação frente aos simpatizantes do deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, que exigem a restituição do líder, mas advertiu que qualquer ação violenta será dissolvida.

EFE |

Danilo Orellana, comissário de Polícia, disse a jornalistas que as forças da ordem "têm um papel a cumprir" e que aqueles que apoiam a Zelaya "podem se manifestar em ordem e sem impedir a circulação das pessoas".

Acrescentou que as equipes de negociação nomeadas pela Secretaria de Segurança, através da Polícia, é para que dialoguem com os líderes das manifestações a favor de Zelaya sobre o comportamento que devem manter.

A Secretaria de Segurança lembrou aos simpatizantes de Zelaya que o Código Penal pune com reclusão de dois a quatro anos e multa de 30 mil a 60 mil lempiras (de US$ 1,578 mil a US$ 3,157 mil) "os que convocarem ou dirigirem de maneira ilícita qualquer reunião ou manifestação".

"Terão caráter de ilícitas todas as reuniões às quais forem pessoas com armas, artefatos explosivos, objetos contundentes ou de qualquer outro modo perigoso a fim de cometer crime", ressalta um comunicado da Secretaria de Segurança.

"Os meros presentes serão sancionados com a metade das penas", segundo as autoridades hondurenhas, que aumentaram o rigor de suas medidas nos últimos dias, dissolvendo manifestações em várias regiões do país.

Nos recentes incidentes, foram registrados mais de dez feridos em todo o país, entre eles o professor Roger Abraham Vallejo, que morreu hoje depois de ser ferido à bala na cabeça na quinta-feira passada, durante enfrentamentos com a Polícia em Tegucigalpa, em um ato de protesta a favor de Manuel Zelaya.

A advertência oficial indica que "toda pessoa que, em ocasião de reunião ou desfile em lugar público, infringir as leis, será detida e colocada às ordens da autoridade competente".

As equipes de negociação da Polícia com os dirigentes das manifestações a favor de Zelaya estarão posicionados em Tegucigalpa e San Pedro Sula, as duas maiores cidades do país.

Segundo as autoridades, os representantes da Polícia têm "os conhecimentos e experiência necessários no âmbito jurídico-policial" para que as manifestações aconteçam "sob o estrito respeito a nossa Constituição e aos direitos humanos de todas as pessoas".

Zelaya foi deposto em 28 de junho e enviado à Costa Rica.

Desde então, os simpatizantes de Zelaya realizam manifestações para exigir a restituição do líder no cargo, enquanto o Parlamento designou como seu sucessor Roberto Micheletti, cujo Governo não é reconhecido pela comunidade internacional. EFE gr/an

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