Polícia francesa diz que ETA testou míssil para atacar avião oficial espanhol

Paris, 22 jun (EFE).- O grupo terrorista ETA realizou testes com um míssil terra-ar, que seria usado em um atentado contra o avião oficial espanhol utilizado pelo Rei, pelo presidente do Governo e por outros membros do Executivo, disse hoje o policial antiterrorista francês Jérôme Broglio.

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Restos do teste foram encontrados em abril de 2004, numa oficina de explosivos, além do arsenal que o grupo mantinha em uma propriedade rural na localidade basco-francesa de Saint Michel. As informações foram concedidas por Broglio em uma declaração diante do Tribunal Criminal de Paris, que julga o chefe do aparelho logístico do ETA, Félix Ignacio Esparza Luri, e outros sete supostos membros do grupo.

O policial afirmou que, a princípio, não deu importância aos restos e que eles só foram relacionados com uma prova de tiro quando os mísseis foram encontrados meses depois.

Além disso, um documento expropriado depois da prisão, em meados de abril de 2004, do suposto responsável pela parte eletrônica da organização terrorista, Íñigo Elizegi Erbiti, permitiu constatar disfunções do teste.

O agente antiterrorista afirmou que os restos metálicos encontrados na casa em Saint Michel tinham sido recolhidos e examinados por membros do grupo, especialmente por Elizegi.

Broglio também reconheceu que não sabe onde o ETA realizou o teste de tiro, nem como conseguiu abastecer esse tipo de arma, capaz de destruir uma aeronave a cerca de 600 a 800 metros de distância, durante a decolagem ou pouso.

No computador interceptado de José Ceberio Ayerbe, um dos ocupantes da casa de Saint Michel, foram encontrados elementos dos preparativos do grupo para cometer um atentado com esses mísseis, assim como documentos técnicos sobre aviação e informações sobre aviões oficiais utilizados pelo Rei, o chefe do Executivo e outros membros do Governo.

Broglio considerou, além disso, que a insistência do ETA em responsabilizar a Polícia espanhola e francesa por seu desaparecimento, desde o mês de abril, do militante Jon Anza, no sudoeste da França, "faz parte de uma estratégia de comunicação" da organização terrorista. EFE ac/pd

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