Polícia finlandesa teria recebido pedido de resgate por navio desaparecido

A polícia da Finlândia afirmou que foi feito um pedido de resgate para um cargueiro desaparecido de tripulação russa e bandeira de Malta, o Arctict Sea. O pedido de resgate, que ainda não foi confirmado como verdadeiro, teria sido feito aos proprietários finlandeses do cargueiro de 4 mil toneladas, a companhia Solchart Management, de acordo com o Escritório Nacional de Investigações da Finlândia.

BBC Brasil |

Uma estação de rádio finlandesa informou ter recebido a informação de que a vida dos 15 tripulantes do navio estariam em risco caso o resgate não fosse pago.

Markku Ranta-Aho, do Escritório Nacional de Investigações da Finlândia, disse à rádio nacional finlandesa YLE que o pedido de resgate foi de uma "quantidade considerável de dinheiro" e acrescentou que não daria mais detalhes por temer pela segurança da tripulação.

Um porta-voz da polícia finlandesa, Mikko Paatero, disse que não é possível, por enquanto, afirmar se este pedido de resgate é verdadeiro.

"A polícia não pode especular. Precisamos basear nossa investigação nos relatos criminais disponíveis e, neste caso, existem relatos de sequestro e extorsão", disse à BBC.

O Arctict Sea foi visto pela última vez no dia 30 de julho na Baía de Biscaia, no Mar Mediterrâneo, entre a Espanha e costa sudoeste da França, durante a viagem que fazia da Finlândia para a Argélia.

Ele levava madeira e desapareceu dos radares ao passar pelo Canal da Mancha. O cargueiro teria sido visto também perto do arquipélago de Cabo Verde, na África, mas esta informação ainda não foi confirmada.

O desaparecimento está sendo investigado pelas polícias finlandesa, maltesa e sueca.

Especulação
Ainda há muita especulação sobre a razão do desaparecimento do navio, que vai de pirataria, passando por uma disputa da máfia e até disputa comercial.

O Arctic Sea levava madeira avaliada em US$ 1,8 milhão. O cargueiro saiu da Finlândia e teria que ter chegado no porto de Bejaia, na Argélia, no dia 4 de agosto.

A tripulação informou que tinha sido abordada por até dez homens armados enquanto o navio passava pelo Mar Báltico, perto da Suécia, no dia 24 de julho, mas o grupo teria deixado o cargueiro em um bote inflável 12 horas depois.

Também há informações de que o navio teria sido atacado uma segunda vez na costa de Portugal. Mas os operadores do navio afirmam que não tem conhecimento do incidente e Portugal informou que o navio nunca passou em suas águas territoriais.

O último contato com a tripulação do Arctic Sea foi feito com as autoridades marítimas da Grã-Bretanha, quando o cargueiro passou pelo estreito de Dover.

"A partir das informações disponíveis atualmente, parece que estes atos, da maneira como foram informados, não tem nada em comum com os atos de pirataria 'tradicionais' ou de roubos armados no mar", afirmou na sexta-feira o porta-voz da Comissão Europeia Martin Selmayr.

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