Polícia fere 50 manifestantes que bloqueavam Parlamento tailandês

(acrescenta feridos e dados sobre o debate Parlamento) Bangcoc, 7 out (EFE) - A Polícia tailandesa disparou hoje bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os milhares de seguidores da Aliança Popular para a Democracia (APD) que bloquearam nesta segunda-feira a entrada na sede do Parlamento em Bangcoc, em uma ação que deixou cerca de 50 feridos.

EFE |

Cerca de cinco mil manifestantes da APD haviam se entrincheirado perante as portas do Parlamento para evitar a entrada do Governo do primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, que hoje tinha previsto realizar seu primeiro discurso na Câmara Baixa.

O canal de televisão "Channel 3" informou que três feridos se encontram em estado grave e outro perdeu uma perna devido à explosão de um projétil de gás lacrimogêneo durante a repressão, que aconteceu no começo da manhã.

Os líderes do protesto fizeram nesta segunda-feira um apelo para transferir as manifestações da sede do Governo, onde estão desde o dia 26 de agosto, ao Parlamento, que hoje vai discutir uma lei que abriria a porta a uma reforma constitucional.

Os líderes do movimento, que se opõem ao plano governamental de alterar a Carta Magna, pediram a seus seguidores para não se retirar das principais vias de acesso ao Parlamento, apesar da pressão policial.

Por sua parte, os parlamentares do opositor Partido Democrático ameaçaram boicotar a sessão parlamentar.

As medidas para dispersar os manifestantes foram adotadas após a detenção de dois dos nove líderes da APD, este fim de semana, acusados de insurreição, conspiração, reunião ilegal e de rejeitar as ordens de dispersão, o que poderia fazer com que cumprissem prisão perpétua e até pena de morte, segundo as leis tailandesas.

Um dos detidos é o ex-governador de Bangcoc, Chamlong Srimuang, que nesta segunda se declarou inocente da acusação de insurreição e acusou de corrupção o Executivo do primeiro-ministro Somchai Wongsawat.

Srimuang, um ex-general de profundas convicções budistas, disse que as manifestações antigovernamentais continuarão enquanto o Partido do Poder Popular (PPP) governar, uma legenda considerada uma extensão do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006. EFE tai/db

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