BUENOS AIRES (Reuters) - A polícia argentina fechou o acesso ao porto de grãos de San Martín, na província de Santa Fe, para evitar um maior caos no trânsito como consequência de um protesto de trabalhadores portuários, informaram na sexta-feira fontes policiais e do porto. O protesto dos trabalhadores portuários começou esta semana, quando aumenta o movimento para o porto depois do início da colheita de soja na Argentina, o terceiro maior exportador mundial do grão e o maior fornecedor de derivados da oleaginosa.

"São três os terminais em que há protesto, mas os demais não podem receber os grãos, porque o acesso pela rota 11 está fechado", disse a fonte da polícia da cidade de Rosario, a principal de uma região onde se concentram as operações de exportação de grãos e onde se situa o porto de San Martín.

O protesto da Cooperativa de Trabalhos Portuários bloqueou no porto de San Martín o acesso aos terminais Quebracho, da Cargill; Terminal 6, da Bunge e Aceitera General Deheza; e Pampa, da La Plata Cereal.

Mas na sexta-feira havia cerca de 5 mil caminhões esperando nas imediações do porto de San Martín, que não podiam transitar em razão do protesto e impediam a circulação até os demais terminais, o levou a polícia a bloquear o trânsito.

Embora haja outros portos na região, San Martín é um dos mais importantes da região de Rosario e sua paralisação poderá afetar a exportação de soja da Argentina.

(Por Nicolás Misculin, com reportagem adicional de Maximilian Heath e Maximiliano Rizzi)

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