Polícia expulsa manifestantes em ato em cemitério no Irã

Relatos dizem que a polícia iraniana usou de violência para dispersar centenas de pessoas que se reuniram nesta quinta-feira em um cemitério na capital Teerã para homenagear os mortos em protestos contra o resultado das eleições presidenciais do mês passado. Testemunhas dizem que o líder da oposição, o candidato derrotado Hossein Mousavi, estava entre as pessoas que foram expulsas do local.

BBC Brasil |

Alguns dos manifestantes jogaram pedras contra a polícia e houve algumas prisões.

As autoridades não deram permissão para a realização da cerimônia no cemitério. Atos em homenagem aos mortos são chamados de Arbayeen no Irã e geralmente ocorrem 40 dias após o falecimento.


Imagem de vídeo publicado no YouTube mostra protesto em Teerã / Reuters

Entre os dez mortos homenageados nesta quinta está Neda Agha Soltan, uma jovem iraniana cuja morte foi filmada por uma câmera de um telefone celular. O vídeo circulou por todo o mundo através da internet e Neda tornou-se símbolo dos protestos iranianos. Ela foi morta com um tiro quando assistia às manisfestações.

Antes da homenagem às vítimas, Hossein Mousavi havia anunciado em seu site na internet a sua participação no ato no cemitério Behesht-e Zahra, em Teerã, ao lado do outro candidato derrotado, Mehdi Karoubi.

As autoridades do Irã deram sinais de que podem ceder um pouco às pressões da oposição. Alguns integrantes da oposição que estão presos serão liberados, depois de acusações de maus-tratos a alguns dos detentos e até mortes.

O governo americano também manifestou-se contra o tratamento dado a presos da oposição. Na quarta-feira, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que condena a forma como o governo iraniano está tratando os presos e pediu que muitos sejam liberados.

Vinte pessoas acusadas de ataques com bomba e contra as forças de segurança serão julgadas na próxima semana.

O Irã passou por uma onda de violência e protestos de rua logo após as eleições presidenciais do dia 12 de junho, que manteve Mahmoud Ahmadinejad no poder por mais um mandato. A oposição contesta os resultados e acusa fraude eleitoral.

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