Polícia espanhola detém brasileiros que vendiam documentos falsos

MADRI - A polícia espanhola deteve 11 pessoas, a maioria de nacionalidade brasileira, integrantes de uma organização que falsificava habilitações de motorista e documentos de identidade de Portugal, que vendiam por 700 euros (US$ 986) a imigrantes irregulares em diversas províncias espanholas.

EFE |

As detenções aconteceram em Barcelona, Madri e Múrcia, informaram fontes policiais.

Os documentos falsificados eram distribuídos a cidadãos estrangeiros, que poderiam dirigir com eles todo tipo de veículo, tanto de mercadorias quanto de pessoas.

Também era oferecida a obtenção de forma fraudulenta do cartão de tacógrafo digital necessário para trabalhar no setor de transportes por estrada.

A investigação começou em maio, quando os agentes solicitaram ao Ministério de Fomento espanhol uma lista de pedidos dos citados tacógrafos digitais para analisar quais poderiam ter sido requeridos utilizando documentos falsificados.

A partir de então, as diversas Brigadas Provinciais localizaram e detiveram as pessoas envolvidas nestas falsificações em várias províncias da Espanha, todos eles cidadãos estrangeiros, principalmente de nacionalidade brasileira.

Os detidos foram acusados de falsificação de documentos e infração à Lei de Estrangeiros.

Os cartões de tacógrafo são necessários para a condução de veículos de transporte por estrada e sua finalidade é indicar, registrar e armazenar, de forma automática, os dados relativos à velocidade dos veículos e o tempo de trabalho dos motoristas.

Com estas falsas permissões para dirigir e com os tacógrafos obtidos ilicitamente, conseguiam com que pessoas não habilitadas pudessem dirigir caminhões ou ônibus.

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