Polícia emite ordens de detenção contra líderes de protestos em Bangcoc

Bangcoc, 27 ago (EFE).- A Polícia de Bangcoc recebeu ordens para prender os líderes dos protestos antigovernamentais que começaram ontem em Bangcoc, acusados de rebelião e outros delitos.

EFE |

Os acusados são Sonthi Limthongkul, Piphop Tongchai, o militar retirado Chamlong Srimuang, Somsak Kosaisuk, Somkiat Pongpaiboon, Suriyasai Katasila, Chiwat Sinsuwong, Amorn Amornrattananond e Terdphoom Jaidee.

A maioria deles é militante da Aliança do Povo para a Democracia, que organizou esta manifestação e que desde maio realiza mobilizações nas ruas para forçar a renúncia do primeiro-ministro Samak Sundaravej, um político de extrema-direita considerado testa-de-ferro do ex-governante Thaksin Shinawatra, atualmente no exílio, foragido da Justiça.

A Aliança já nomeou as pessoas que deverão substituir os nove dirigentes detidos pela Polícia, com a intenção de manter os protestos, até que Sundaravej renuncie.

Entre as acusações apresentadas contra os manifestantes estão as de rebelião, desacato à autoridade e organização de assembléia pública de mais de 10 pessoas com a intenção de alterar a ordem pública.

O ministro do Interior tailandês, Kowit Watana, deu até as 18h no horário local (8h de Brasília) de hoje para dispersar os arruaceiros, após o fracasso das negociações com os líderes da manifestação.

Segundo Sundaravej, o rei Bhumibol Adulyadej lhe concedeu uma audiência e lhe pediu que aplicasse a lei com "extremo cuidado, flexibilidade e gentileza".

O primeiro-ministro, que está há dois dias sem poder entrar em sua sala oficial e teve que ocupar um escritório temporário, descartou declarar estado de exceção no país.

O dirigente explicou à imprensa estrangeira em Bangcoc que os manifestantes pretendem dar um golpe de estado militar como o que depôs Shinawatra, em 19 de setembro de 2006. EFE grc/gs

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