Polícia egípcia detém pelo menos 60 membros de grupo fundamentalista

Cairo, 6 fev (EFE).- Cerca de 60 membros do grupo fundamentalista Irmãos Muçulmanos foram detidos hoje no Cairo em um protesto, que, de acordo com fontes dos serviços de segurança egípcios, foi abortada, enquanto a organização assegura que o ato aconteceu.

EFE |

As fontes dos serviços de segurança destacaram que o protesto ocorreria na praça de Rabia al-Adawiya, no bairro de Madina Nasser, no leste da capital egípcia, em solidariedade para com os habitantes da Faixa de Gaza.

Além disso, destacaram que a região foi alvo de um amplo desdobramento policial, e que foram fechadas as entradas e saídas do bairro para impedir o acesso à praça onde o grupo tinha convocado a manifestação.

Os agentes de segurança impediram que os moradores se debruçassem nas sacadas dos prédios contíguos e vários imóveis foram revistados.

Estas medidas deram como resultado a detenção de pelo menos 60 integrantes dos Irmãos Muçulmanos, que, segundo as fontes, procediam de diferentes províncias do país e tinham viajado à capital para participar do protesto.

Por sua vez, o grupo afirmou que conseguiu reunir 16 mil pessoas em uma rua próxima à praça, apesar de as tropas de segurança, apoiadas pela Polícia e por forças especiais, terem transformado a área em um "quartel militar".

Os Irmãos Muçulmanos destacaram também que pelo menos 20 mil pessoas se manifestaram em Al Manufiya, no Delta do Nilo, no norte do país, e 15 mil em Fayum, ao sul do Cairo. EFE nq/db

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