Polícia do Zimbábue acusa dirigente do MDC de traição

HARARE - A Polícia do Zimbábue anunciou neste sábado que acusa de traição Roy Bennett, dirigente do até agora opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), detido na sexta-feira, em Harare, poucas horas antes da cerimônia de posse dos membros do novo gabinete. A Polícia nos informou que vão apresentar acusações de traição, disse o advogado de defesa de Bennett, Trust Maanda.

EFE |

"Tentam relacionar Roy com o caso de Mike Hitschmann, que foi detido em 2006 em relação à descoberta de um carregamento de armas, apesar de que Hitschmann não tenha sido declarado culpado das acusações de traição apresentadas contra ele, mas de um crime menor de descumprimento de leis", disse Maanda.

O político opositor, designado por seu partido como vice-ministro de Agricultura no Governo de união nacional, esteve no exílio na vizinha África do Sul desde 2006 e retornou ao Zimbábue há duas semanas.

Segundo a Polícia, que deteve Bennett ontem no aeroporto de Harare quando pretendia ir à África do Sul para visitar sua família, as armas apreendidas em 2006 seriam utilizadas em um golpe de Estado para derrubar o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe.

Depois da detenção, Bennet foi levado a Mutar, onde vários simpatizantes do MDC se concentraram em frente à delegacia na qual estava detido, diante do que a Polícia respondeu com tiros para o alto para dispersar os manifestantes.

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