Polícia do Irã diz que tolerância com manifestantes acabou

TEERÃ (Reuters) - A polícia iraniana não será mais tolerante com protestos contra o governo, afirmou o chefe da força policial neste sábado, em um aviso à oposição diante da possibilidade de novos protestos na semana que vem. O país tem passado por tempos turbulentos desde a controversa eleição presidencial de junho. Mensagens marcando novos protestos para 11 de fevereiro, data do 31o aniversário da revolução de 1979, têm circulado pela Internet.

Reuters |

Partidários da oposição reformista têm usado datas oficiais como essa para marcar novos protestos nos últimos meses, apesar das várias prisões resultantes da repressão das autoridades.

Os líderes da oposição, Mirhossein Mousavi e Mehdi Karoubi, vêm chamando as pessoas para o protesto da semana que vem. Um site da opposição, Jaras, disse neste sábado que um grupo de jovens que apóia Mousavi também pedia às pessoas para participarem.

Autoridades do governo rejeitam as alegações da oposição de que as eleições de junho foram armadas para assegurar a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Para o governo, os protestos foram uma tentativa do Ocidente de enfraquecer o 'establishment' islâmico.

"Agora que estão claras as diferentes dimensões da incitação, não iremos mais ser tolerantes", disse o chefe da polícia Esmail Ahmadi-Moghaddam segundo a agência de notícias ILNA.

"A polícia irá agir com firmeza para defender a segurança desta sociedade e aqueles que violarem a lei serão tratados com rigor", afirmou.

(Reportagem de Fredrik Dahl)

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