Polícia do Irã avisa que é crime enviar sms ou e-mail para convocar protestos

TEERÃ - Quem enviar mensagem de texto pelo celular (SMS) ou e-mail incitando protestos receberá um castigo maior do que os que costumam protestar, advertiu nesta sexta-feira o chefe da polícia iraniana, Ismail Ahmadi Moghaddam.

EFE |

"As pessoas que enviam SMS e e-mails devem saber que os sistemas estão sendo monitorados. Não devem sequer pensar em utilizar servidores estrangeiros para tentar impedir a identificação", alertou.

O Irã está imerso em uma crise política e social que dividiu o país desde que em 13 de junho foi divulgada a reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição considerou fruto de uma "fraude maciça".

No mesmo dia, centenas de milhares de pessoas foram às ruas protestar aos gritos de "onde está meu voto"? Pelo menos 30 pessoas morreram nos violentos protestos de repressão, segundo números oficiais, e 72 conforme os cálculos dos opositores.

Os protestos, que ocorrem há seis meses, se agravaram em 27 de dezembro, dia sagrado da Ashura, após uma violenta repressão em que oito pessoas morreram.

Durante as manifestações e nos dias que antecedem, as autoridades iranianas interrompem os serviços de SMS, varrem o sinal de móvel no centro da cidade e reduzem a velocidade de internet, para tentar evitar a convocação e o envio de imagens e notícias ao exterior.

Mesmo assim, os protestos continuam e vídeos e fotos são postados na internet.

Além do SMS, o sistema de "bluethooth", habitual nos celulares, se transformou em uma ferramenta de propaganda.

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