Polícia diz que vários incêndios na Austrália foram criminosos

Sydney (Austrália), 9 fev (EFE).- Vários dos incêndios florestais que já mataram 108 pessoas no sul da Austrália foram criminosos, segundo informou hoje a Polícia.

EFE |

Christine Nixon, chefe da Polícia do estado de Victoria, um dos mais afetados, ordenou a investigação da origem de um incêndio que destruiu 700 casas e 340 mil hectares de terreno, além de ter forçado a evacuação de quase quatro mil pessoas na região de Churchill.

Segundo ela, equipes de especialistas tratarão todos os lugares arrasados pelas chamas como cenas de um crime, embora não tenha havido mortes na região.

"Assim foi recomendado por nossos especialistas, devido à maneira como aconteceram os incêndios e à rapidez com a qual se propagaram.

Há indícios de que encontraremos provas de que foram criminosos", explicou.

Mais cedo, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, havia qualificado os incêndios criminosos como um "assassinato em massa".

"O que se pode dizer de alguém assim? Não há palavras para descrevê-lo, é um assassinato em massa", declarou visivelmente emocionado Rudd à TV local.

No estado de Nova Gales do Sul, ao norte de Victoria, um homem de 31 anos e um jovem de 15 foram acusados de serem responsáveis por dois focos.

Enquanto seguem as investigações, um incêndio que avança pelo noroeste de Victoria ameaça piorar a tragédia.

A frente, perto da localidade de Beechworth, a 40 quilômetros da fronteira com Nova Gales do Sul, já cruzou uma estrada cerca de 20 quilômetros ao sul da região, atravessou o rio Kiewa e ameaça 12 cidades, segundo as autoridades.

Mais de 30 incêndios continuam ativos em todo o estado e outros quatro preocupam as autoridades em Taggerty, Kilmore, Bunyip Park e Latrobe Valley, onde está o gerador elétrico de Loy Yang, que fornece energia a Melbourne. EFE mg/rr

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