Negro Acácio prejudicou negócio de drogas das Farc - Mundo - iG" /

Polícia diz que morte de Negro Acácio prejudicou negócio de drogas das Farc

Bogotá, 4 mai (EFE).- A morte do chefe rebelde Tomás Medina Caracas, conhecido como Negro Acácio, em setembro de 2007, significou para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) o princípio do fim como organização narcotraficante, assegurou o diretor da Polícia colombiana, general Oscar Naranjo.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal colombiano "El Tiempo", o oficial assinalou que, apesar da morte de Negro Acácio, as Farc ainda têm rebeldes como "John 40", "que possuem comportamento mais próximo ao de um narcotraficante do que ao de um guerrilheiro".

"Vemos uma regressão no sistema de extorsão aos próprios cultivadores de drogas. Há, de alguma maneira, um retrocesso no papel das Farc como organização narcotraficante de grande escala.

Nós acreditamos que a morte de Acácio tenha significado o princípio do fim das Farc como organização narcotraficante", disse Naranjo.

No entanto, o general esclareceu que isso não significa que o mesmo processo esteja ocorrendo em todas as frentes da maior guerrilha colombiana, e indicou que algumas delas estão ainda estruturalmente vinculadas ao narcotráfico.

Ele acrescentou que os grupos emergentes de paramilitares se aliaram às Farc e ao também guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) nas zonas fronteiriças com o Equador e a Venezuela para operar negócios ligados ao narcotráfico.

Nesse sentido, assinalou que a estratégia do narcotráfico nos países vizinhos é começar por gerar um refúgio para os líderes, o que implicaria na chegada de dinheiro ilegal, que impulsionaria negócios ligados à construção e à venda de veículos.

"Depois, aparece a possibilidade de ser um país de passagem de drogas, mais adiante a de se transformar em um país para manter estoques de drogas, e no final o país termina sendo transformado em centro de operação mafiosa. A Colômbia já viveu esse ciclo, e o México o está enfrentando", especificou.

Negro Acácio, responsável pelo negócio das drogas dentro das Farc, foi morto pelo Exército colombiano na região de Vichada (leste), em 1º de setembro do ano passado.

Medina Caracas, chefe da frente 16 das Farc e que tinha sua extradição pedida pela Justiça dos Estados Unidos, era considerado o cérebro do manejo dos fundos obtidos pelos rebeldes com o tráfico de cocaína com destino à compra de armas. EFE fer/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG