Há evidências, segundo autoridades, de que o segundo homem encontrado morto seria o próprio atirador

A arma usada para matar um policial de Virgínia Tech também foi a mesma usada contra outro homem encontrado morto no campus da universidade, disse a polícia do estado norte-americano da Virgínia nesta sexta-feira.

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Em uma conferência com repórteres concedida na noite de quinta-feira, o governador Bob McDonnell e oficiais da polícia do Estado afirmaram que existem evidências de que o segundo homem morto era o próprio atirador, cujo corpo foi encontrado em um estacionamento, não muito distante da batida policial realizada no local.

"Nós recuperamos itens de vestuário que nos levaria a crer que seria a mesma pessoa", disse o major Rick Jekins, vice-diretor da polícia do Estado da Virgínia. Mas ele acrescentou: "Mas nós não podemos afirmar definitivamente nesse momento."

Segundo policiais, a filmagem do suspeito, feita por uma câmera de vídeo dentro do carro da polícia, se encaixava com a descrição do segundo homem encontrado morto.

O policial morto foi identificado como Deriek W. Crouse, 39 anos, casado e pai de cinco filhos. Ele participava de uma fiscalização rotineira no estacionamento do campus quando um homem desconhecido se aproximou dele e o matou com um tiro, disse a polícia. O homem fugiu.

Cerca de 30 minutos depois, um policial viu um homem em um estacionamento nas proximidades. Quando se aproximou, viu que ele estava morto no chão com uma pistola perto.

A morte desses dois homens ocorrem quatro anos depois de um atirador ter entrado no campus e ter deixado 32 mortos em 2007. Na noite de quinta-feira, cerca de 150 alunos se reuniriam em uma vigília, levando velas acesas, para lembrar das vítimas.

O capitão George Austin afirmou que a polícia continua investigando se o atirador conhecia Crouse pessoalmente ou se sabia quem estava dentro do carro que foi parado pelas autoridades. A polícia disse que está realizando testes de DNA e entrevistando testemunhas para conseguir definir a identidade do atirador.

Os tiros de quinta-feira retomaram lembranças traumáticas de abril de 2007, quando um estudante, Seung-Hui Cho, matou 32 pessoas antes de se matar no campus de Virgínia Tech, localizado a cinco horas ao sul de Washington. Foi o incidente com maior número de vítimas cometido por um único atirador na história dos Estados Unidos. "Nossos corações estão partidos mais uma vez", afirmou o presidente da universidade, Charles W. Steger.

Com as lembranças ainda presas à memória, uma notificação de emergência foi disparada na quinta-feira poucos minutos depois da ação do atirador, levando a universidade a trancar os estudantes e a equipe de funcionários nos prédios do campus. Centenas de policiais, alguns vestindo coletes à prova de balas, foram acionados e circularam no local por horas. A Virgínia Tech suspendeu o bloqueio na tarde de quinta-feira e disse que os estudantes poderiam retomar as atividades normais.

O policial morto trabalhou no campus da universidade por quatro anos, juntando-se ao departamento policial de Virgínia Tech, cerca de seis meses depois do massacre de 2007.

Com Reuters e The New York Times

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