Polícia dispersa protesto contra libertação de acusados de assassinato na África do Sul

A polícia sul-africana dispersou nesta sexta-feira pela força uma multidão de estudantes de ensino médio que protestavam em frente de um tribunal de Soweto contra a libertação de um cantor de hip-hop e um amigo acusados de matar quatro jovens e ferir outros dois.

iG São Paulo |

O juiz Andre Auret libertou ambos depois que cada um pagou fiança de dez mil rands (US$ 1,4 mil).

No dia 8, Molemo 'Jub Jub' Maarohanye e Themba Tshabalala atropelaram um grupo de estudantes durante um "racha" disputado nas ruas de Soweto no horário de saída das aulas.

AP
Revoltados, sul-africanos tentam derrubar grade de tribunal

Revoltados, sul-africanos tentam derrubar grade de tribunal


Maarohanye e Tshabalala foram detidos inicialmente sob a acusação de homicídio culposo. Depois, foram acusados de assassinato e tentativa de assassinato. Além disso, exames de sangue revelaram traços de cocaína e morfina e mostraram que ambos estavam embriagados.

Os estudantes da maior cidade negra da África do Sul se manifestaram em várias ocasiões desde então exigindo que 'Jub Jub' e Tshabalala permanecessem presos até o julgamento, o que obrigou a polícia a utilizar caminhões-pipa para dispersá-los.

No entanto, a violência dos jovens e dos numerosos adultos que os acompanhavam subiu nesta sexta-feira de tom quando foi anunciado que os acusados tinham sido postos em liberdade pagando uma fiança.

Logo depois que o juiz Auret emitiu a ordem de libertação, familiares e amigos das vítimas que acompanhavam o julgamento saíram às ruas e gritaram à multidão o resultado da audiência.

A resposta da multidão foi uma chuva de pedras sobre o edifício, o que obrigou as forças de segurança a fechar as portas do local.

AFP
Estudantes correm de policiais na África do Sul

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Após advertências aos manifestantes de que deviam dispersar, a polícia os reprimiu com cassetetes, canhões d'água e balas de borracha.

Durante a audiência, a promotora do caso, Liezl van Jaarsveld, advertiu o tribunal de que a libertação de 'Jub Jub" e Tshabalala após pagamento de fiança poderia causar "desordem pública" de grande magnitude.

No entanto, o juiz disse que, "apesar da indignação que levou a distúrbios em dias anteriores", não identificou "circunstâncias excepcionais suficientes" para manter os acusados na prisão.

*Com informações da EFE

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