Polícia detém acusado de recrutar estudantes para Al Qaeda na Malásia

Engenheiro seria o responsável pelo recrutamento de jovens para a Jemaah Islamiyah

EFE |

Kuala Lumpur - A Polícia da Malásia deteve um engenheiro acusado de recrutar estudantes universitários para a Jemaah Islamiyah, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, informa neste domingo a imprensa local. Mohamad Fadzullah Abbul Razak, um engenheiro de 28 anos graduado na Universidade de Tecnologia da Malásia (UTM), foi detido na quinta-feira em sua casa em Kuala Lumpur, após retornar da Tailândia, por agentes das forças especiais de combate ao terrorismo, sob a Lei de Segurança Interna.

Segundo o jornal "The Star", que cita fontes da investigação, o detido estava na lista dos mais procurados pela Polícia desde 2007. Ele é acusado de recrutar estudantes da UTM e de outras universidades, algum deles menores de idade, para a Jemaah Islamiyah. Vários dos universitários foram enviados a missões para participar ou colaborar em atos de "Guerra Santa" pela região, acrescenta a fonte. A Jemaah Islamiyah é responsável pelos atentados mais sangrentos no sudeste da Ásia, inclusive as bombas que deixaram 202 mortos há oito anos na turística ilha de Bali, na Indonésia.

No mês passado, as autoridades malaias deportaram dez estrangeiros acusados de tentar recrutar universitários para a Jemaah Islamiyah que tinham sido detidos nos últimos seis meses em várias cidades do país.

Mesmo sem acusações formais, as forças de segurança malaias podem deter e deportar qualquer suspeito que represente um perigo para a segurança nacional da Malásia, de acordo com a Lei de Segurança Interna. Nos últimos dez anos, a Malásia prendeu sem julgamento prévio mais de uma centena de militantes acusados de pertencer à Jemaah Islamiyah.

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