Polícia detém 43 supostos rebeldes por treinarem com bombas nas Filipinas

Manila, 6 fev (EFE).- As forças de segurança das Filipinas detiveram hoje 43 supostos membros da guerrilha comunista Novo Exército do Povo enquanto eles treinavam preparação de explosivos.

EFE |

Segundo um porta-voz militar, 17 homens e 26 mulheres foram detidos em uma operação conjunta da Polícia e do Exército na província de Rizal, a cerca de 30 quilômetros ao oeste de Manila.

O coronel Noel Detoyato, da Segunda Divisão de Infantaria, disse que foram confiscados vários revólveres e granadas na operação, além de material para a elaboração de artefatos explosivos, como detonadores e nitrato de amônio.

O grupo Aliança Sanitária para a Democracia, por sua vez, condenou a operação de segurança e afirmou que os detidos são voluntários de saúde e médicos que faziam treinamentos na casa de uma médica.

A Aliança, em comunicado, indica que a casa em uma comunidade rural pertence à doutora Melecia Velmonte, uma especialista em doenças contagiosas que realiza com regularidade sessões de treinamento sanitário para membros da comunidade.

O grupo sanitário qualificou as detenções de ilegais e que foram motivadas para "semear a desordem e instigar as revoltas" na região.

O Novo Exército do Povo conta com 5,7 mil a 7,2 mil membros e combate com armas contra o Governo desde que foi fundado, em 1969.

Os rebeldes resistem a aceitar o cessar-fogo exigido pela presidente, Gloria Macapagal-Arroyo, para retomar o processo de paz que ponha fim às quase quatro décadas de conflitos de guerrilhas nas zonas rurais, as mais pobres do país. EFE ntc/sa

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