Polícia detém 21 mafiosos de clãs que controlavam porto italiano

Roma, 23 jul (EFE) - A Polícia deteve hoje 21 supostos mafiosos, entre eles grandes expoentes de duas das famílias mais importantes da Ndrangheta, a máfia calabresa, os clãs Molè e Piromalli, que controlavam as atividades do porto de Gioia Tauro, no sul da Itália, informaram fontes policiais.

EFE |

Entre os detidos estão empresários, um advogado e supostos filiados aos clãs, todos eles acusados de associação mafiosa.

Segundo os investigadores, as famílias Molè e Piromalli teriam se associado com os empresários detidos para que estes se introduzissem nas atividades comerciais do porto de Gioia Tauro, cujo volume de negócio aumentou consideravelmente nos últimos anos.

Aparentemente, teriam surgido nos últimos meses entre as duas famílias - historicamente aliadas - divergências precisamente pelo controle das atividades do porto.

O promotor nacional antimáfia, Piero Grasso, declarou hoje em entrevista coletiva que os detidos estavam sendo investigados há um ano, mas que a Polícia decidiu acelerar as detenções por medo de represálias do clã Molè pelo assassinato do chefe do grupo, Rocco Molè, em fevereiro.

Além disso, explicou que diferentes grampos telefônicos revelaram contatos entre membros do clã Piromalli e políticos da anterior legislatura para conseguir uma amenização do chamado "articolo 41 bis", conhecido como de "prisão dura", e que impede qualquer contato dos mafiosos com o exterior.

Esse recurso é uma medida com a qual se pretende evitar que os chefes mafiosos sigam administrando as atividades ilegais da prisão.

EFE ebp/db

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