Polícia descobre austríaca que viveu mais de 20 anos seqüestrada pelo próprio pai

Uma austríaca de 42 anos ficou refém de seu próprio pai durante mais de 20 anos em um porão próximo de Amstetten, no leste da Áustria, informou a polícia austríaca neste domingo.

AFP |

Os investigadores confirmaram que o seqüestro, divulgado pela rede estatal de radio e televisão ORF neste domingo pela manhã, durou quase 24 anos.

Além do seqüestro, há também a suspeita de incesto. Segundo a ORF, a mulher, Elisabeth Fritzl, teria quatro filhos com seu próprio pai.

O chefe da polícia criminal da Baixa Áustria espera obter os elementos preliminares da investigação ainda este domingo e já anunciou que serão feitos exames de DNA.

Este novo caso de suposto seqüestro veio à tona quando uma jovem de 19 anos deu entrada em um hospital de Amstetten em estado grave.

Para diagnosticar a o quadro clínico da jovem Kerstin, que até o momento é um mistério, os médicos tentaram, em vão, entrar em contato sua mãe, Elisabeth Fritzl.

Segundo o site 0e24 do jornal Österrreich, a mãe está viva e recebe cuidados psicológicos.

A Áustria viveu nos últimos anos vários casos de seqüestros que chamaram a atenção, entre eles os da jovem Natascha Kampusch, seqüestrada por um homem que a manteve presa por oito anos no sótão de uma casa na periferia de Viena, de onde conseguiu escapar, e o de três crianças que foram seqüestradas pela própria mãe, mentalmente desequilibrada, durante sete anos.

lad/cl

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