Perfil de Josef Fritzl http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/30/jornal_alemao_divulga_video_de_josef_fritzl_em_ferias_na_tailandia_1292993.htmlJornal alemão divulga vídeo de Josef Fritzl em férias na Tailândia; assista http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/30/psiquiatras_contam_como_familia_vitima_de_incesto_se_recupera_do_trauma_na_austria_1292643.htmlMédicos contam como família se recupera na Áustria" / Perfil de Josef Fritzl http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/30/jornal_alemao_divulga_video_de_josef_fritzl_em_ferias_na_tailandia_1292993.htmlJornal alemão divulga vídeo de Josef Fritzl em férias na Tailândia; assista http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/30/psiquiatras_contam_como_familia_vitima_de_incesto_se_recupera_do_trauma_na_austria_1292643.htmlMédicos contam como família se recupera na Áustria" /

Polícia descarta que austríaco tenha abusado de outros filhos

ÁUSTRIA - A polícia austríaca descartou, nesta quarta-feira, que Josef Fritzl tivesse abusado sexualmente dos sete filhos frutos da relação incestuosa que manteve, durante 24 anos, com sua filha Elisabeth, que ficava presa em um porão de sua própria casa. http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/29/josef_fritzl_o_austriaco_que_manteve_a_filha_por_24_anos_em_cativeiro_1290903.htmlPerfil de Josef Fritzl http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/30/jornal_alemao_divulga_video_de_josef_fritzl_em_ferias_na_tailandia_1292993.htmlJornal alemão divulga vídeo de Josef Fritzl em férias na Tailândia; assista http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/30/psiquiatras_contam_como_familia_vitima_de_incesto_se_recupera_do_trauma_na_austria_1292643.htmlMédicos contam como família se recupera na Áustria

EFE |

Clique na imagem e veja o infográfico sobre o crime (AFP)

"No caso de Kerstin (a mais velha dos filhos), podemos descartar (tal possibilidade) com toda segurança, e assumimos que o mesmo vale para os outros filhos", disse o chefe da investigação policial, Franz Polzer, em uma grande entrevista coletiva em Zeillern, perto de Amstetten.

Três dias após este macabro caso se tornar conhecido, Polzer disse que este crime tem "claramente um motivo sexual" e que "os resultados da investigação demonstram com clareza que o acusado agiu sozinho. Não há indícios nem técnicos nem biológicos de que exista um cúmplice, embora não se possa descartar nada".

As investigações levarão meses, já que a polícia pretende interrogar pelo menos cem pessoas que passaram pela casa dos Fritzl nos últimos 25 anos.

Polzer explicou à Agência EFE que a Polícia recebeu na semana passada uma "informação anônima" que indicou que Fritzl, técnico eletricista de 73 anos, e sua filha Elisabeth, de 42, iam, sábado passado, ao hospital de Amstetten para visitar Kerstin, a filha mais velha, internada em estado grave.

Segundo o chefe da investigação, eles decidiram então esperar na clínica, onde ambos foram detidos.

Abusada pelo pai

Nos interrogatórios, a polícia foi informada por Elisabeth sobre o calvário vivido durante esses anos no calabouço de Amstetten, onde foi sistematicamente abusada por seu pai e deu à luz sete filhos, um dos quais morreu logo depois de nascer.

Quanto aos detalhes da investigação sobre o ocorrido nesta nova "casa dos horrores", Polzer disse que se descobriu que a porta de acesso ao cativeiro subterrâneo (dividido em cinco quartos) tinha sido reforçada com concreto para aumentar seu peso em até 300 quilos.

Através dessa porta, de um metro de altura por 60 centímetros de largura, o acusado conseguiu introduzir eletrodomésticos como uma máquina de lavar roupa, um fogão, uma geladeira e um freezer.

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Josef Frietzl admite ter prendido a filha por 24 anos
"Assim era possível sobreviver ali", disse o chefe da polícia da Baixa Áustria, que lembrou que a porta tinha um mecanismo que permitia, após certo tempo, abri-la por dentro "com a ajuda de uma ferramenta".

A prioridade agora é analisar minuciosamente os últimos 24 anos.

"Os anos anteriores são secundários e serão investigados mais à frente", disse Polzer sobre as notícias de supostas condenações de Fritzl pelo estupro de uma mulher em 1967.

Relação com assassinato

Também foi recebida com cautela sua suposta relação com um assassinato nunca esclarecido de uma jovem de 17 anos, ocorrido em 1986 na localidade de Mondsee, onde trabalhava então em uma pensão.

A polícia austríaca anunciou hoje que iniciou "de forma rotineira" uma revisão desse caso, jamais esclarecido.

Por outro lado, Berthold Kepplinger, chefe do centro para pacientes especiais de Amstetten, disse que os sete familiares diretos de Fritzl, incluindo sua filha Elisabeth e sua esposa, estão internados em um setor privado da clínica.

Três filhos fruto dos repetidos estupros viviam com os avós, para quem a mãe da criança as teria enviado, enquanto outros três permaneciam sob a terra com ela.

"Os que estiveram trancados devem se acostumar com a luz do dia e equilibrar suas deficiências de orientação", explicou Kepplinger em entrevista coletiva.

O médico acrescentou que os três filhos que viviam com a família estão "muito felizes" de estar finalmente juntos à mãe, enquanto ela "não pára de falar" com sua própria mãe, Rosemarie.

Alexander, o filho de 12 anos, recebeu na terça-feira uma festa de aniversário-surpresa com um bolo, relatou Kepplinger.

Todas as autoridades locais envolvidas no esclarecimento deste caso e no cuidado das vítimas pediram hoje que se respeite a intimidade delas, cujo advogado, Christoph Herbst, disse que não serão concedidas entrevistas.

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