Mumbai (Índia), 2 dez (EFE).- O comissário da Polícia de Mumbai, Hassan Gafur, explicou hoje que o comando terrorista que atacou a cidade na quarta-feira passada colocou cinco bombas e chegou em um barco que saiu da cidade portuária paquistanesa de Karachi.

Em entrevista coletiva televisionada ao vivo, Gafur detalhou que os terroristas colocaram três bombas em táxis, uma próxima ao hotel Taj e outra no Trident-Oberoi.

O comissário reconstruiu os fatos e reafirmou que os terroristas saíram em uma embarcação de Karachi, depois tomando um pesqueiro em águas indianas no qual, segundo ele, atracaram no litoral de Mumbai.

Em Cuffe, disse o comissário, pegaram cinco táxis e atacaram os hotéis Taj e Trident-Oberoi, o hospital Kama, o centro judaico Chavad, o café Leopold e a estação de trens Victoria, além de disparar indiscriminadamente enquanto se deslocavam de um lugar a outro.

"Corriam de um lugar a outro", disse Gafur, que descartou que os dez terroristas tivessem planejado a morte do chefe da Brigada Antiterrorista de Mumbai, Hemant Karkare, abatido durante os primeiros momentos do ataque.

O comissário insistiu em que o único detido, Ajmal Amin Kamal, é paquistanês e que não tem provas que algum dos outros fosse britânico, como especulou a imprensa.

Gafur confirmou que o terrorista detido é da província paquistanesa de Punjab, embora não tenha dado mais detalhes mais, embora a imprensa tenha vazado que Kamal -que também atende por Kasab- é da cidade de Multam.

As forças de segurança recuperaram diversos cartões de crédito dos terroristas que se entrincheiraram no Taj Mahal, disse Gafur, ponderando que "a investigação está ainda em andamento".

Os terroristas armados com rifles e granadas que atacaram vários pontos de Mumbai e que mantiveram diversos reféns durante quase três dias em um dos hotéis mataram 188 pessoas. EFE amp/jp

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