Polícia de Londres suspende policial que agrediu mulher no G20

A Scotland Yard (a Polícia Metropolitana de Londres) suspendeu um sargento da polícia que foi visto em um vídeo atingindo uma mulher em protestos durante a reunião de cúpula do G20, realizada no início do mês na capital britânica. O sargento é mostrado no vídeo atingindo a mulher no rosto com a mão e na perna com um bastão, depois de, supostamente, ser ofendido por ela.

BBC Brasil |

A Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês) - que já está investigando a morte de outra pessoa, Ian Tomlinson, nos protestos do dia 1 de abril - está examinando este novo caso.

Um porta-voz da Scotland Yard afirmou que as imagens do vídeo já foram entregues ao IPCC.

"O policial foi identificado e suspenso até que sejam realizadas mais investigações. O policial trabalha como um sargento no grupo de apoio territorial", afirmou o porta-voz.

Integrantes da oposição da Assembleia de Londres afirmam que este último incidente prova que o ataque que levou à morte de Ian Tomlinson não foi um fato isolado.

'Preocupação'
A polícia de Londres afirmou que as ações do policial mostradas no vídeo são motivo de "preocupação".

"Cada policial pode ser responsabilizado de acordo com a lei e sabe que suas ações poderão ser investigadas. A decisão de usar força é tomada pelo policial individualmente, eles devem se responsabilizar por isto", afirmou a polícia em uma declaração.

O IPCC - órgão responsável por analisar denúncias sobre a conduta policial na Inglaterra e no País de Gales - foi alertado pela polícia de Londres a respeito das últimas imagens do protesto e agora vai analisar "a melhor forma de avançar com uma investigação das ações do policial envolvido".

Jenny Jones, porta-voz do Partido Verde na Assembleia de Londres, afirmou temer que policiais tenham ocultado seus números em fardas, para dificultar sua identificação.

"O fato deste vídeo mostrar outro exemplo de um policial com o número(de identificação) escondido atacando um membro do público indica queexiste um problema sistemático aqui, não apenas uma série de atosindividuais", disse.

"Estas novas imagens em vídeo confirmam o que muitos já sabiam, que o ataque contra Ian Tomlinson não foi um incidente isolado durante os protestos no G20", disse.

David Howarth, porta-voz do Partido Liberal Democrata, pediu um "inquérito completo".

Ataque cardíaco
O caso da manifestante atingida por um policial emergiu enquanto o IPCC já investigava a morte de Ian Tomlinson, que foi empurrado por policiais ao passar em frente ao Banco da Inglaterra, no centro de Londres, quando voltava para casa do trabalho no dia dos protestos.

Aparentemente, Tomlinson não participava das manifestações.

Depois de cair no chão e ser socorrido por alguns manifestantes, Tomlinson andou alguns metros e caiu novamente. Ele ainda foi atendido por policiais, mas acabou morrendo.

Tomlinson, um jornaleiro de 47 anos, sofreu um ataque cardíaco fatal. O incidente também foi registrado em um vídeo, obtido pelo jornal britânico The Guardian, gravado pelo gerente de um fundo de investimentos de Nova York que estava em Londres a negócios.

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