Polícia de Jacarta detém oito manifestantes durante passagem da tocha

(atualiza número de detidos e dados) Jacarta, 22 abr (EFE) - Um holandês e sete indonésios foram detidos hoje após realizarem uma manifestação antes da passagem da tocha olímpica pela capital da Indonésia, informou a Polícia. Segundo um representante de uma ONG, os agentes de segurança prenderam as oito pessoas nas imediações do estádio no qual seria feito o percurso da tocha. A maior parte dos detidos fazia parte de um grupo de cerca de cem manifestantes que desde a madrugada de hoje protestavam com bandeiras do Tibete e cartazes que acusavam Pequim de violar os direitos humanos. Um dos detidos foi o estudante holandês Stef Bolte. Ele disse à Agência Efe que está na cidade para um ato de solidariedade com o Tibete e como parte de seu trabalho, pois pretendia estudar o protesto.

EFE |

"Houve um pequeno alvoroço e eu me separei do resto dos meus companheiros. Logo depois, três policiais à paisana se aproximaram de mim e me detiveram", relatou o europeu, que vestia uma camiseta com as palavras "Tibete livre".

Bolte disse que não sabe o que pode gerar o processo aberto contra ele e opinou que "a expulsão do país é uma das opções", já que, após sua detenção, ele foi levado para a Imigração.

Diante do forte aparato policial, um protesto de estudantes universitários programado para acontecer diante do complexo esportivo acabou não acontecendo.

Cerca de 5.500 policiais e militares, usando equipamento antidistúrbio e apoiados por dezenas de veículos de transporte e alguns canhões de água, fizeram a segurança do local.

A tocha iniciou seu percurso no interior do estádio de Bung Karno por volta das 4h (horário de Brasília), uma hora antes do anunciado, com a presença de cerca de cinco mil pessoas.

Os organizadores admitiram que a decisão de limitar o número de espectadores no estádio, que tem capacidade para 88 mil pessoas, foi tomada após consultas com a diplomacia chinesa.

A tocha olímpica, inicialmente faria um percurso de 15 quilômetros por Jacarta, saindo da Prefeitura e passando pelo bairro chinês antes de terminar na praça do Monumento Nacional, no coração da metrópole.

No entanto, os incidentes registrados em Paris, Londres e San Francisco fizeram com que os organizadores alterassem a rota.

A chama olímpica chegou ao estádio em um ônibus escoltado. No total, 80 pessoas, entre as quais se encontram importantes nomes locais do esporte, ministros e celebridades, participaram do revezamento.

A chama olímpica chegou ontem à noite em Jacarta procedente de Kuala Lumpur e ainda hoje irá para Canberra, na Austrália.

Em 31 de março, cerca de 200 pessoas, em sua maioria monges budistas e ativistas, fizeram uma manifestação em frente à Embaixada da China em Jacarta em protesto contra a repressão chinesa no Tibete. EFE jpm/rr/fal

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