Polícia de Bangladesh atira gás lacrimogêneo em manifestantes

Atos de violência iniciados no sábado continuaram durante uma greve geral com duração de um dia

Reuters |

A polícia atirou neste domingo gás lacrimogêneo na capital de Bangladesh, Daca, para conter manifestantes políticos depois que os atos de violência iniciados no sábado continuaram durante uma greve geral com duração de um dia, disseram a polícia e testemunhas.

Milhares de manifestantes marcharam nas ruas de Daca e outras cidades, entrando em confronto com a polícia em protestos após o governo expulsar de sua casa a líder do principal partido de oposição.

"Em várias regiões da capital, a polícia atirou gás lacrimogêneo e usou cassetetes para dispersar o lançamento de pedras e manifestantes com pedaços de pau. Alguns foram feridos ou detidos", disse um cinegrafista da Reuters. Outras testemunhas afirmaram que os manifestantes depredaram vários ônibus e carros na cidade.

Canais locais de rádio e televisão informaram atos de violência esporádicos em distritos afastados, incluindo Noakhali, Rajshahi, Barisal, Sirajganj e Narsingdi, onde a polícia disse que cerca de dez pessoas ficaram feridas e pelo menos 20 foram presas.

Muitos trabalhadores realizaram uma greve geral de um dia, convocada pelo Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), causando grandes transtornos no transporte na capital, que tem 12 milhões de habitantes. Milhares de pessoas que planejavam viajar a vilarejos para o Eid al-Adha, um importante festival religioso muçulmano, não conseguiram deixar Daca.

As greves foram pedidas pelo BNP em protesto contra a expulsão da líder do partido e ex-primeira-ministra, Begum Khaleda Zia, de sua casa, em um quartel general em Daca.

Domingo é dia de trabalho em Bangladesh. Muitos escritórios e bancos abriram com apenas poucos funcionários, para combater a greve, e as bolsas de valores de Daca e Chittagong ficaram abertas para negócios, autoridades e corretores. Os trabalhos no principal porto do país, em Chittagong, foram parcialmente paralisados.

"A bonança política acabou e estamos de volta aos dias de violência e problemas", afirmou Abdul Wahab, um empresário.

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