Polícia de Angola detém 13 candidatos de partidos de oposição

Luanda, 12 ago (EFE) - A Polícia deteve hoje 13 opositores em Angola enquanto faziam campanha para as eleições legislativas que serão realizadas em 5 de setembro, enquanto a Missão de Observação Eleitoral da União Européia (UE) distribuía seu pessoal por todo o país.

EFE |

Os detidos fazem parte do Partido de Apoio Democrático e Progresso de Angola (PADEPA), liderado por Carlos Leitão, que respalda no pleito a principal legenda da oposição, a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), já que a formação não foi qualificada para as eleições.

Este é o primeiro incidente reportado na campanha iniciada há uma semana para o segundo pleito legislativo em Angola desde que o país tornou-se independente, após as primeiras eleições, realizadas em 1992.

As detenções ocorreram no município de Rangel, perto da capital angolana, e os 13 jovens foram acusados de "manifestação ilegal".

A campanha para o pleito, aos quais concorrem 14 partidos e coalizões, prossegue sem incidentes em todo o país, onde hoje foram distribuídos os primeiros 40 observadores eleitorais de longo prazo da UE.

Mais de oito milhões de eleitores estão convocados às segundas eleições legislativas em Angola, que são realizadas 16 anos depois das primeiras, que ocorreram em um intervalo de paz na longa guerra civil que o país sofreu entre 1975 e 2002.

Os resultados daquelas eleições, realizadas em 1992, foram rejeitados por Jonas Savimbi, líder da Unita.

Savimbi acusou o Governo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) de fraude e colocou Angola em um novo conflito armado, que só terminou em fevereiro de 2002, após a morte em combate do líder opositor. EFE ms/db

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