Polícia da Turquia prende 46 por suspeita de associação ao PKK

Istambul, 14 abr (EFE).- Pelo menos 46 pessoas -entre elas diversos políticos curdos- foram presas hoje em uma operação contra uma suposta organização do grupo armado ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

EFE |

Segundo a rede de televisão "CNN Türk", as prisões foram feitas em 12 províncias turcas, pela Direção de Luta Antiterrorista da Polícia turca, a pedido da Procuradoria de Diyarbakir.

Entre os presos estão três membros da direção do Partido da Sociedade Democrática (DTP, nacionalista curdo), que atualmente possui um grupo parlamentar próprio com 20 deputados na assembleia da Turquia e foi o partido mais votado em províncias de maioria curda nas eleições locais de 29 de março.

Também foram presos o secretário de Desenvolvimento da Prefeitura de Batman, Heval Erdemli, e o vice-prefeito de Tünceli, Alican Ünlü, ambos do DTP; além de três dos advogados do histórico chefe do PKK, Abdullah Öcalan, que cumpre prisão perpétua na ilha-prisão de Imrali, informou emissora "NTV", Além disso, a televisão local de Diyarbakir, no sudeste do país, "Gün TV" foi revistada pela Polícia.

Anteriormente, este canal havia sido castigado com o corte parcial das transmissões por transmitir em língua curda sem permissão.

Apesar disso, há um canal estatal turco em língua curda, desde 1º de janeiro.

De acordo com a "NTV", a operação foi planejada em dois anos de acompanhamento de um grupo formado por oito pessoas e autodenominado Unidade de Coordenação da Turquia, que teria se encarregado de dirigir protestos em nome do PKK, como um ocorrido durante visita a Diyarbakir do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

Na ocasião, em protesto pelas políticas do Governo turco para os curdos, muitas lojas fecharam suas portas, o que irritou Erdogan, quem atribuiu essa ação a ameaças do PKK. EFE amu/jp

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