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Polícia da Tailândia volta a entrar em confronto com camisas vermelhas

Centenas de policiais tailandeses voltaram a entrar em confronto com manifestantes contrários ao governo no distrito financeiro de Bangcoc, nesta sexta-feira, mas depois retrocederam, sem violência.

iG São Paulo |

Na última quinta-feira, três pessoas morreram e ao menos 88 ficaram feridas na explosão de granadas na região das barricadas dos "camisas vermelhas", 12 dias depois de confrontos terem deixado 25 mortos.


Manifestantes desafia policiais no centro de Bangcoc / AP

Pelo menos cinco granadas foram detonadas próximo ao local onde soldados armados se concentram para conter os manifestantes oposicionistas da UDD (Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, na sigla em tailandês), apelidados de "camisas vermelhas".

O governo afirma que os oposicionistas lançaram as granadas, mas os "camisas vermelhas" negaram a acusação. Outro grupo de manifestantes rivais esteve na área pouco antes.

Cerca de 10 mil soldados estão de prontidão no centro da cidade para evitar que os manifestantes invadam prédios e escritórios no distrito financeiro.

Os "camisas vermelhas" (UDD), manifestantes da oposição, estão acampados há seis semanas na capital e exigem que o governo dissolva o Parlamento e convoque eleições diretas, pois afirmam que a eleição do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, por voto parlamentar, não foi legal.

Negociação

Apesar da crescente tensão, o governo diz que ainda tenta negociar uma saída pacífica para a situação. Mas após o fracasso de duas rodadas de negociações, os líderes da UDD argumentam que não há clima para sentar à mesa.

O grupo contrário aos "camisas vermelhas", a Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês), também conhecido como "camisas amarelas", deu um ultimato ao governo exigindo que os manifestantes da UDD sejam retirados da capital até o próximo domingo. Caso contrário, os militantes do PAD prometeram sair às ruas para protestar também.

Queda de braço

A queda de braço entre "vermelhos" e "amarelos" se prolonga desde 2006, quando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra foi deposto por um golpe de estado.

Thaksin Shinawatra era apoiado pela UDD, mas caiu sob a acusação de corrupção e conflito de interesses. Em 2008, quando aliados dele retornaram ao poder, manifestantes "amarelos" foram às ruas.

O embate ocorrido na época resultou no fechamento do aeroporto internacional de Bangcoc e muito prejuízo para a indústria do turismo na Tailândia.

Em março, Thaksin Shinawatra foi condenado à revelia por corrupção e conflito de interesses. O governo apreendeu US$ 1,4 bilhão de sua fortuna, estimada em US$ 2,3 bilhões. Atualmente, Thaksin Shinawatra vive exilado em Dubai.

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