Polícia da Noruega diz que extremista estudou outros alvos

Em interrogatório, norueguês perguntou quantas pessoas tinha matado e não demonstrou emoção ao saber sobre 77 vítimas de massacre

iG São Paulo |

AP
Anders Behring Breivik, parcialmente visível atrás, no centro, é levado para prestar depoimento (29/07)
A polícia da Noruega afirmou neste sábado que o extremista Anders Behring Breivik , que assumiu responsabilidade pelo massacre que matou 77 no país, considerou atacar outros alvos ligados ao governo e ao Partido Trabalhista do primeiro-ministro Jens Stoltenberg.

Em interrogatório que durou cerca de dez horas na sexta-feira, Breivik perguntou quantas pessoas tinha matado nos ataques de 22 de julho e não demonstrou emoção ao ouvir a reposta.

Ele voltou a assumir responsabilidade por uma explosão que deixou oito mortos no centro de Oslo e por um ataque a tiros que deixou 69 mortos na Ilha de Utoya, onde acontecia um evento da ala jovem do Partido Trabalhista.

A polícia afirmou que o ataque foi cuidadosamente planejado e que Breivik considerou outros alvos, mas não confirmou se estes seriam o Palácio Real e a sede do Partido Trabalhista, como informou o tabloide  VG.

"Eram alvos que não seriam naturais para um ataque terrorista", afirmou o advogado da polícia Paal-Fredrik Hjort Kraby.

O interrogatório de sexta-feira foi o segundo pelo qual Breivik foi submetido. Segundo a polícia,  ele afirmou ter agido sozinho no dia dos ataques.

"Perguntamos sobre seus movimentos nos prédios do governo antes, durante e depois (do ataque), para verificar se estava sozinho, como diz. Agora estamos checando as câmeras de vidro do centro de Oslo para confirmar", disse Kraby.

Durante uma audiência judicial na segunda-feira, Breivik teria afirmado que havia duas células extremistas trabalhando com ele.

Apesar disso, as autoridades norueguesas acreditam que ele agiu sozinho. Segundo a chefe do serviço de inteligência doméstica da Noruega, Janne Kristiansen, não há evidências até agora de que Breivik teria ligações com outros extremistas na Noruega ou em outros países.

Com BBC e AP

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